A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/09/2019

Congestionamento. Estresse. Atrasos. Esses são problemas frequentes enfrentados pelos brasileiros, principalmente, em “horários de pico”. Em São Paulo, por exemplo, a desobstrução do trânsito nesses períodos só ocorre mediante a sinalização feita pelos agentes do Centro de Engenharia de Trânsito (CET), conhecidos como “marronzinhos”. Apesar de medidas como essa, empregadas para mitigar a falta de mobilidade urbana no país, ela ainda acontece, porque há o acréscimo constante da frota particular de veículos e ausência de vias alternativas de transporte público.

Os engarrafamentos ocorrem por ineficiência de um transporte coletivo diversificado para atender a população. Isso é decorrente da falta de investimento do setor público nesse quesito, influenciada pelo alto custo inicial para sua implantação e por interesses econômicos. O governo de Juscelino Kubitschek, por exemplo, priorizou o sistema rodoviário em detrimento dos demais, com o intuito de fornecer infraestrutura para a implantação de indústrias automobilísticas no país. Com isso, as outras vias foram deixadas de lado, causando superlotação do sistema rodoviário.

Ademais, nos governos Lula houve incentivos para a compra de carros, que aliado à baixa qualidade dos meios de transporte coletivo, levaram à uma maior aquisição daqueles. Um exemplo disso, é a circulação de carros com apenas um ou dois passageiros, enquanto que o ônibus transportaria 46. Por conseguinte, o aumento de veículos nas ruas resulta em menor mobilidade urbana, causando estresse, atrasos e queda na produtividade das empresas, já que os trabalhadores ficam mais tempo no trânsito.

Logo, é evidente que essa piora no tráfego urbano requer medidas urgentes para a sua solução. Com esse intuito, é importantíssimo que o Ministério da Infraestrutura, em parceria com os municípios, diversifiquem os  meios de transporte, por meio da ampliação da linha metroviária e da frota de ônibus (com extensão da sua cobertura e redução do tempo de espera).  Desse modo, a população será incentivada a adotar o transporte público ao invés do privado, o que melhorará a mobilidade urbana.