A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 05/09/2019

O início da segunda metade do século XX ilustra na sociedade brasileira importantes alterações: crescimento populacional e desenvolvimento dos grandes centros do país. Ainda nesse período, o famoso Plano de Metas, do então presidente Juscelino Kubitschek, dá início a uma série de ações no plano de infraestrutura, buscando oportunizar a melhor mobilidade urbana do Brasil. Esta, embora precária na sociedade atual, carece de análises, a fim de se atenuaram os problemas.

Em um primeiro momento, a modernização da infraestrutura não acompanhou o ritmo de crescimento populacional. Ainda que no Brasil seja possível constatar a presença incipiente de ferrovias e ciclovias, principalmente nos grandes centros do país, é notório que o principal meio de deslocamento do brasileiro se dá por rodovias. Este modal, inclusive, foi intensamente priorizado na década de 50 sob o governo JK e, quando associado ao atual inchaço urbano, denota a fragilidade da mobilidade no país. Nesse sentido, oportunizar meios que abarquem maior número de indivíduos é fundamental para que seja possível dar fluidez ao deslocamento no país.

Além disso, é possível associar o estágio atual da mobilidade urbana aos elevados índices de poluição no país. Para tanto, cita-se a demasiada presença de veículos automotores em circulação no país, principalmente carros e motos. Estes meios de locomoção são, sem sombra de dúvidas, um dos principais emissores de gases do efeito estufa na atmosfera, denegrindo a camada de ozônio, o ar que respiramos e formando, por vezes, as chamadas ilhas de calor. Nesse sentido, ações como a criação de veículos elétricos, a priorização aos transportes alternativos, como patinetes e bicicletas, e coletivos, como trens, metrô e ônibus, são fundamentais para que seja possível dar fluidez a mobilidade e maior qualidade de vida aos indivíduos.

Fica claro, portanto, que a mobilidade urbana do país carece de medidas efetivas e emergenciais. Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, deve priorizar investimentos sobre meios de deslocamento alternativo, como ciclovias e ferrovias, buscando configurar no indivíduo novos hábitos de mobilidade. Essa ação pode ser fomentada pela mídia, a qual atuaria em campanhas publicitárias de cunho educativo, fomentando a adesão do indivíduo ao ciclismo, a patinação e ao uso de transportes alternativos como trens, metrôs e ônibus. Assim, torna-se possível dar fluidez ao deslocamento do indivíduo, bem como ser mais sustentável no dia a dia.