A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/09/2019
Juscelino Kubtischek, presidente do Brasil, nos anos de 1956-1961, incentivou as indústrias automobilísticas estrangeiras a se intalarem no país. Antes disso, cerca de 1% da população possuía carro, e no cenário atual, segundo o denatran há cerca de 1 carro para 4 habitantes. Nesse sentido, essa mudança trouxe desafios nas cidades pois a mobilidade está sensibilizada devido a falta de investimentos em transportes coletivos assim como a má influência midiática.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de investimentos é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo o jornal Globo, a má qualidade do transporte público aumentou a preferência da população por transporte individual. Dessa forma, essa escolha gerou engarrafamentos em horários de pico e maior estresse nas pessoas, por exemplo, um persurso que duraria em média 20 minutos de metrô, dura 1 hora de carro. A persistência da preferência é devido a passagens de alto custo, porém, sem conforto.
Ademais, surge a questão da influência midiática, que intensifica a gravidade do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema, como, marketings para estimular a venda de carro, maior conforto e tecnologia ao invés de estimular a população a dar prioridade nos transportes coletivos.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para isso, é necessário que o Ministério do transporte invista na ampliação e melhoria na rede pública de transportes a fim de diminuir os congestionamentos. Além disso, a má influência midiática sobre a mobilidade urbana deve ser revertida com ações de ONGS e especialistas no assunto. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais consequências da questão. É possível, também, criar uma “hashtag"para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, para que a população se conscientize. Assim, a sociedade estará de encontro com Pierre Bourdieu.