A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 06/09/2019

Ônibus superlotados e desconfortáveis, engarrafamentos e o estresse gerado por isso, faz parte da realidade da mobilidade urbana no Brasil. Além disso, é válido ressaltar que as altas taxas das tarifas dos transportes públicos e o sucateamento deles vêm gerando transtornos à sociedade. Diante do exposto, nota-se a necessidade de uma reformulação na política de mobilidade urbana brasileira.

Em primeiro lugar, as taxas das tarifas do transporte público brasileiro é 45% mais cara comparado aos demais países do mundo segundo a revista Veja. Convém lembrar, que tal problemática é causada pela ineficiência da gestão do dinheiro destinado para mobilidade às empresas responsáveis por garantir a prestação desse serviço, o que por conseguinte, encarece o valor das passagens. Dessa forma, fica evidente a necessidade da fiscalização da forma de como essas verbas são utilizadas.

Além disso, o sucateamento dos transportes vem trazendo transtornos à população. De acordo com o Ministério Do Planejamento, o nordeste é a região brasileira que mais possui transportes deteriorados. A razão disso, é que os próprios Estados da região, preferem adquirir ônibus usados de outros Estados para não gastar dinheiro comprando uma frota nova todo ano. Tal situação leva a uma piora do quadro atual, visto que transporte sucateado traz desconforto e indignação ao cidadão.

Logo, é mister que o Estado tome providências para melhorar essa realidade. Para que haja o barateamento de tarifas e renovação anual de frotas de ônibus, urge que o Ministério do Desenvolvimento Regional, crie forças tarefa de fiscalização do dinheiro destinado à mobilidade urbana dos Estados, por meio de equipes especializadas nas Secretarias Estaduais de Planejamento. Assim, com a garantia do uso correto das verbas, a sociedade poderá usufruir do seu direito ao transporte público de qualidade sem enfrentar estresse diariamente.