A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/09/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU, assegura a todos os indivíduos o direito à locomoção territorial. Em contrapartida, no contexto social vigente, a intensa urbanização desordenada contribuiu para que a mobilidade nas cidades se tornasse conturbada e demandasse de mais tempo para o deslocamento. Nesse âmbito, pode-se analisar que não só a ineficiência do Poder Público como também a diminuição da qualidade de vida dos cidadãos são fatores relacionados a tal premissa. Dessa forma, é necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.
A priori, é fundamental destacar que a falta de um planejamento de mobilidade urbana contribui para que o trânsito seja mais intenso. Nesse sentido, o ideal é que o Poder Público, em primeiro lugar, possa interligar as vias públicas a sustentabilidade, garantindo que as pessoas transitem de maneira mais rápida e agradável. No entanto, os meios de transportes coletivos são superlotados, desconfortáveis e, muitas vezes, com mau cheiro que, por sua vez, colaboram para que os indivíduos optem pelos automóveis. Tal fato pode ser relacionado com o site Numbeo, no qual afirma que sete cidades brasileiras estão entre as capitais de trânsito mais lento do mundo. Sendo assim, é imprescindível que haja uma melhoria nos transportes e áreas públicas para que a população se desloque com maior fluidez.
A posteriori, é importante abordar que uma cidade bem planejada é sinônimo de qualidade de vida. Contudo, a situação é completamente diferente, uma vez que os cidadãos brasileiros permanecem, por longos períodos, nos engarrafamentos. Nesse viés, pode-se dizer que o tempo destinado para a realização de outros afazeres do cotidiano, como exemplo o período para praticar atividades físicas, descansar e,também, para se dedicar a família seja drasticamente diminuído. Tal fato pode ser comprovado de acordo com o site Terra, no qual afirma que os municípios de São Paulo apresentam os menores índices de qualidade de vida.
Torna-se necessário, portanto, que o Governo Federal possa reformar e construir novas áreas de pedestres e de ciclovias,com bastante iluminação, sinalização e, também, com o auxílio de agentes para ajudar no monitoramento desses locais, com o fito de garantirem a segurança das pessoas. Além disso, é imprescindível que a mídia, como grande formadora de opiniões, possa divulgar nas plataformas virtuais, por meio de vídeos educativos, sobre a importância de se utilizar veículos coletivos e alternativos com o objetivo de diminuir o caos do tráfego brasileiro e, consequentemente, minimizar os impactos ambientais.