A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 09/09/2019

Os processos de urbanização, como o êxodo rural, proporcionou a saída do campo para as cidades, tendo como consequência o aumento da população urbana em razão da melhor qualidade de vida e de oportunidades de empregos.Entretanto, tais processos resultam em uma difícil mobilidade urbana em decorrência tanto da substituição de transportes públicos para a utilização de transportes individuais como também da falta de planejamento urbano, que ser tornaram desafios a serem enfrentados.

A mobilidade urbana tem como maior desafio o grande número de automóveis e de motocicletas nas ruas, que supera o número de transportes coletivos. Por isso, segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo(SETPESP), o setor de transporte público vem assistindo a suas demandas caírem sistematicamente nos últimos quatro ou cinco anos. Pode-se afirmar que a queda é devido ao pouco investimento, má gestão e pouca diversidade de modais, que não comporta o crescimento da população, causando a lotação dos poucos transportes que estão em uso e o desconforto dos cidadãos, já que os assentos e a manutenção dos ônibus e do metrô não estão apropriados para o uso, gerando assim o crescimento dos transportes individuais.

Em conformidade, assim como aumenta o transporte privado, cresce também o monopólio das empresas de transporte. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(Ipea), a maioria das cidades brasileiras tem apenas uma empresa de ônibus e metrô, ocasionando cidadãos reféns de tarifas elevadas e sem opções para um diferente tipo de transporte coletivo, aumentando o lucro dos empresários do setor. Todavia, o excesso de automóveis, caminhões e motocicletas causando congestionamentos, como é o caso do estado de São Paulo e Rio de Janeiro, afeta o rendimento dos empresários de setores comerciais e industriais, pois parte da população, em razão da dificuldade de se locomover, prefere ficar em seus domicílios. Conforme estudos da FIRJAN(Fundação das Indústrias do Rio de Janeiro), o prejuízo desses bloqueios no trânsito ultrapassou 29 bilhões de reais em 2013,superando o PIB do Acre.

Portanto, pode-se afirmar que a mobilidade urbana é um problema tanto social quanto econômico para o Brasil. Em vista disso, é necessária a realização de um planejamento urbano pelo Governo Federal junto aos sindicatos das empresas de translado,a fim de abarcar todos os cidadãos e de intensificar a fiscalização dos transportes públicos para impedir a circulação quando estiverem em condições precárias, assim como fez o Japão como forma de recuperação econômica. Sob o mesmo ponto de vista, a mídia deve realizar campanhas como “Melhore o Trânsito” em rádios e televisão, para a promoção de caronas através do aplicativo “Carona Direta” para diminuir o fluxo de veículos nas ruas.