A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 10/09/2019
O Governo Juscelino Kubitschek ficou marcado pelo intenso investimento em rodovias, como também em propagandas que relacionavam a elevação do padrão de vida à compra de um automóvel. Nesse cenário, o Brasil enfrenta os desafios produzidos pelo mau planejamento da mobilidade urbana, que afeta negativamente o fluxo de pessoas e serviços. Situação essa que necessita de medidas para sua resolução.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, segundo dados do Ministério das Cidades, menos de 6% das cidades brasileiras têm plano de mobilidade. Como consequência, é comum observar, em grandes centros urbanos, a ocorrência de congestionamentos no trânsito. Além de causar estresse e ansiedade, os engarrafamentos se relacionam com a jornada de trabalho vigente que, por não ser flexível, acaba por ser prejudicada devido os atrasos.
Ademais, de acordo com o dramaturgo George Bernard, é impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada. Nessa linha de raciocínio, a inércia administrativa relacionada com a permanência do modal rodoviário como predominante é prejudicial, pois esse sistema já não suporta, em sua estrutura, a imensa quantidade de veículos que nele trafegam. Além disso, a precariedade dos transportes públicos e dos sistemas alternativos de locomoção, como ciclovias, induzem o cidadão a dar preferência aos automóveis, o que agrava ainda mais o problema.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que a mobilidade urbana seja eficiente e facilite a vida do cidadão, urge que o Ministério da Infraestrutura invista mais no transporte público e no incentivo ao uso desse, por meio da ampliação das linhas de ônibus e metrô, como também da criação de um sistema o qual a frequência no uso do transporte coletivo reduziria o preço das passagens. Somente assim mais um obstáculo pode ser vencido no caminho para o desenvolvimento do país.