A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/09/2019
Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a mobilidade urbana no Brasil verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país , seja pelo consumismo automobilístico causado pelo capitalismo , seja pelo descaso do poder público. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar , é incontestável que a cultura do carro próprio seja latente na sociedade brasileira desde a implantação da Ford Brasil em 1919, desde então as empresas tem como principal objetivo à venda de seus produtos a qualquer custo , a juros zero e parcelas flexíveis . Tal atitude provoca um consumismo desenfreado de automóveis e com auxílio da obsolescência perceptiva , faz com que o automóvel já adquirido pelo cliente desvalorize mesmo em ótimas condições de uso. Em virtude deste fenômeno, as ruas do país ficam cada vez mais cheias prejudicando o deslocamento de milhares de pessoas no dia a dia .
Outrossim, destaca-se o descaso do Governo Federal como impulsionador do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles , a política deve ser utilizada de modo que ,por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga , é possível perceber que no Brasil a administração pública rompe essa harmonia , haja vista que permite persistência de um monopólio de grupos administrativos que operam as companhias de transporte em parcerias publico privadas .Tal atitude resulta em transporte público com preços abusivos , precários e deslocamentos mal planejados , prejudicando a população mais pobre da sociedade , provocando assim manifestações como a Jornada de Junho em 2013.