A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/09/2019
A mobilidade urbana no Brasil tem se tornado cada vez mais um impasse, fazendo com que as pessoas tenham não somente problemas em se locomoverem, mas também problemas sociais, pois a mobilidade urbana feita de maneira correta garante à todo cidadão os direitos básicos, como a educação, saúde e emprego. No entanto, com a mobilidade se tornando cada vez mais um problema, ela acaba agravando a situação de toda a população.
Acresce ainda que, embora uma cidade tenha que ter um plano diretor ( principal instrumento de orientação do desenvolvimento das cidades) feito por um arquiteto e urbanista, para que se possa projetar de forma mais consciente e correta possível as vias, ruas e tudo que tem em uma região, ela é falha, pois muitas vezes não são feitas pelos profissionais responsáveis. Mas, não somente, para se projetar uma cidade, cria-se hierarquias, na qual se escolhe quem será mais importante para essa cidade, e normalmente, em primeiro plano fica sempre as vias, ou seja, os carros. Porém, tem-se um impasse, visto que, mesmo com o planejamento urbano e criando um nível de importância, quase nunca consegue seguir exatamente como o proposto, tendo em vista que a população cresce, muitas vezes de forma inesperada. E com a falta de mobilidade urbana justa, cria-se uma cidade com difícil acesso em todos os meios de transportes.
Existe uma norma técnica de associação brasileira, na qual se é determinado um tamanho mínimo para a faixa faixa livre, faixa de serviço e faixa de transição. No entanto, majoritariamente ela quase nunca é respeitada. Na norma para dois pedestre andarem juntos na calçada, o espaço ocupado por eles seria de 1,75 metros no mínimo, infelizmente, com o não seguimento dessa norma, a mobilidade fica complicado até para os pedestres. Criando então um grande problema, já que a dificuldade de se locomover encontra-se em todos os âmbitos da mobilidade.
Em suma, ve-se que é necessária uma solução para esse impasse, para isso, em primeira instância deve colocar em prática a lei em que diz que um arquiteto e projetista deve criar um plano diretor para cidades que tenham mais de vinte mil habitantes, fazendo com que apenas o profissional qualificado para isso seja o responsável pelo desenvolvimento do projeto, para garantir melhores resultados para essa primeira solução, é fundamental colocar em prática a teoria de John Dryzek da câmara popular, na qual a população tem uma grande participação nos órgãos governamentais, vigiando e ajudando nas escolhas. Em segunda instância, é essencial que tenha-se um planejamento urbano real, na qual se entenda as verdadeiras condições das pessoas que ali habitam, para que assim, a locomoção se torne algo mais fácil e mais viavél para toda a população.