A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/09/2019

A construção de Brasília foi influenciada pelo “Paradigma do automóvel”, opção pelo transporte individual motorizado, portanto, o desenvolvimento da locomoção foi pensado para ser feita inteiramente de automóvel. Atualmente, esse paradigma ainda influencia negativamente na mobilidade urbana, logo, está relacionado aos congestionamentos e as questões ambientais.

De certo que, a má qualidade dos transportes públicos, em conjunto com a superlotação e a alta tarifa, proporciona um sentimento de insatisfação nos cidadãos. Por certo, muitos deles optam por adquirirem um transporte individual, gerando assim uma enorme frota de automóveis em circulação nos meios urbanos. O crescente número de veículos aliado ao desordenamento da cidade gera, consequentemente, trânsito e aumento do tempo de deslocamento.

Além disso, a poluição do ar está estreitamente ligado ao grande número de veículos circulando nas cidades, já que a queima do combustível libera gás carbônico, contribuindo com as ilhas de calor. Além do mais, a poluição dos rios e mares também são influenciadas, com o descarte indevido de pneus e peças automobilísticas.

Diante do exposto, é evidente que a má qualidade da mobilidade urbana interfere negativamente no cotidiano da população. O Ministério do Planejamento junto com o Ministério das Cidades devem incentivar o uso de transporte coletivos melhorando a qualidade e eficiência, através da modernização dos ônibus e o aumento de suas frotas, além de investimentos em meios de locomoção alternativos, como metrôs e trens. Portanto, somente assim, a população escolherá os coletivos como meio de transporte principal.