A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/09/2019

A política e a mobilidade urbana

Sob o slogan “Governar é contruir estradas”, Washington Luís se tornou presidente do Brasil na república velha com o objetivo de desenvolver o sistema rodoviário. Ainda hoje, as políticas de mobilidade urbana se voltam a esse modal, do qual o país é dependente, embora os congestionamentos afetem cada vez mais cidades.

Um dos principais entraves à mobilidade dos centros urbanos se encontra na ineficiência dos transportes públicos, seja porque são insuficientes em número ou porque são caros. Essa situação contempla tanto os ônibus quanto metrôs, esse último pouco explorado no Brasil, estando presente apenas nas maiores cidades. Pode-se notar também uma deficiência de modais alternativos, como balsas, que poderiam ser utilizadas em cidades litorâneas, entendendo que essas representam as mais populosas no geral.

As políticas que beneficiam o setor automobilístico também contribuem para que o país siga dependente do sistema rodoviário. Entre elas se encontram, por exemplo, as isenções fiscais às multinacionais desse ramo, que desde o governo de Juscelino Kubitchek veem no país uma oportunidade de crescimento das vendas. Porém, nos últimos anos, a regra na política tem sido o estímulo à compra de automóveis. O presidente Lula, em seu governo, diminuiu impostos que reduziram o preço dos carros, tornando mais acessível a compra. Nesse contexto, cresce o número de veículos individuais motorizados e não se estimula o uso dos coletivos, muito menos das bicicletas que, na contramão de países desenvolvidos, não recebe prioridade dos governos.

Portanto algumas soluções para amenizar os problemas de mobilidade urbana das cidades incluem o estímulo ao uso de transportes coletivos, que se realizaria através do passe livre a estudantes e idosos principalmente. Para garantir o equilíbrio nas contas, é necessário reduzir as isenções fiscais às grandes empresas do setor automobilístico, redirecionando as verbas ao bem público.