A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/09/2019
Segundo Jean-Paul Sartre, filósofo francês, o homem é condenado a ser livre, ou seja, a liberdade é uma característica intrínseca na humanidade. Portanto, tanto a liberdade de fala, de pensamento como a de ir e vir devem ser garantidas. Entretanto, esta última é ameaçada pelas mazelas atuais da mobilidade urbana que, apesar de ter como papel permitir o deslocamento das pessoas nas cidades, tem sido dificultada pelos congestionamentos do tráfego diário, e também, por sua geração considerável de substâncias que atenuam problemas ambientais contemporâneos.
A priori, é importante ressaltar que, segundo o Instituto de Pequisa Econômica Aplicada, 43% dos brasileiros enfrentam congestionamentos diariamente. Os maiores encontram-se nas grandes cidades, de acordo com o sistema FIRJAN, em São Paulo, o descolamento diário da residência para o trabalho leva em média 137 minutos. Ainda, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito, no Brasil existe 1 carro para cada 4 habitantes, o que gera uma frota imensa desses veículos particulares. Essa situação tem suas raízes no governo de Juscelino Kubitschek que foi um grande incentivador da indústria automobilística e financiador de estradas, consequentemente, os investimentos em transportes públicos e coletivos foram comprometidos. Desse modo, o número de automóveis no brasil é uma variável crescente, assim como a dimensão de congestionamentos.
Outrossim, a grande quantidade de veículos particulares emite quantidades enormes de gases prejudiciais a saúde e ao meio ambiente. Dentre os principais gases emitidos por veículos estão o monóxido de carbono e o gás metano, ambas substâncias que atenuam o aquecimento global, um dos maiores problemas ambientais enfrentados no século XXI. Além disso, o próprio monóxido de carbono é extremamente tóxico para os humanos e inalado em grandes quantidades pode causar vertigens e problemas respiratórios. Durante um congestionamento, centenas de carros permanecem ligados por um longo tempo, aumentando consideravelmente a concentração desses gases na atmosfera, situação essa que seria mitigada caso o número de veículos fosse reduzido.
Portanto, para diminuir a quantidade de veículos nas ruas e, consequentemente, melhorar a mobilidade urbana e mitigar suas consequências são necessárias algumas ações. Cabe ao Ministério do Transporte melhorar a situação atual dos transportes públicos, aumentando sua frota e diminuindo o preço de suas passagens por meio de parcerias com empresas privadas, para assim, garantir seu fácil acesso. Além disso, cabe a população conscientizar-se sobre os problemas ambientais causados pelo excesso de veículos e optar por transportes limpos, como as bicicletas, triciclos, patins e patinetes que não emitem gases poluentes. Desse modo, é possível garantir a liberdade de ir e vir.