A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/09/2019
No governo de Juscelino Kubitschek, uma de suas prioridades era a construção de uma cidade inteiramente planejada para ser a nova capital do país. Entretanto, Brasília, hodiernamente, está entre os 10 piores sistemas de transporte público do mundo, segundo o Expert Market, o que faz com que o número de carros aumente e produza engarrafamentos. Tal problemática é reproduzida nas grandes cidades do Brasil e precisa ser analisada.
Em primeiro lugar é necessário repensar o transporte público e sua má infraestrutura. De acordo com uma pesquisa do IBGE, 96% das cidades brasileiras não têm um plano de transporte. Dessa maneira, sem um planejamento específico para diminuir a quantidade de veículos, as pessoas levam mais tempo para se deslocar. Assim, o meio mais consistente de diminuir o congestionamento urbano, o público, é falho e faz com que as pessoas prefiram ter seu próprio carro, obstruindo as cidades e elevando a poluição.
Em segundo lugar, com os carros próprios sendo a melhor opção para os brasileiros, há a ampliação dos veículos circulantes em cidades que não foram estruturadas para tal movimentação. Consequentemente, há cada vez mais trânsito e por mais tempo a cidade para. Nesse contexto, é crucial uma reeducação nos cidadãos, baseada na postura do Governo Federal, para escolher o que é melhor para a mobilidade urbana e o meio ambiente.
Portanto, para mudar o quadro de locomoção pelo Brasil é importante uma reestruturação urbana que se adeque a quantidade de habitantes e um projeto que facilite sua viagem. Diante disso, o Ministério da Infraestrutura deve investir em meios de transporte que levem mais pessoas no menor tempo, sem perder a segurança, como o metrô. Ademais, é preciso mudar a mentalidade do brasileiro, oferecendo uma opção que é melhor para a mobilidade da cidade, mas também pensando em sua comodidade. Para que, assim, o quadro de desorganização, como o de Brasília, possa ser mudado.