A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 18/09/2019

A política rodoviarista implantada por Juscelino Kubitscheck na década de 50 consistiu na construção de estradas e rodovias, atração de empresas automobilísticas e fetichização da posse de automóveis por meio de propagandas. Dessa forma, a falta de infraestrutura de meios de transportes públicos eficientes aliada a supervalorização do carro geram a crise de mobilidade urbano experimentada em todo território nacional. Por isso, é imprescindível viabilizar mudanças na forma de deslocamento da população.

Precipuamente, constata-se que os meios de transporte de massa mais eficientes - como o metroviário - são subvalorizados. Pesquisa da revista Superinteressante aponta que apenas 0,1% das cidades brasileiras contam com linhas de metrô. Paralelamente, os transportes alternativos - ônibus e vans - carecem de eficiência, são muito poluentes e têm estado de conservação precária. Com isso, a população migra para os meios de transportes individuais em busca de qualidade de vida.

Por conseguinte, o excesso de veículos particulares, que transportam poucas pessoas, sobrecarrega o trânsito dos centros urbanos. Dados divulgados pelo site G1 mostram que existem em circulação mais de 45 milhões de automóveis no Brasil. Em virtude desse inchaço, a população que buscava qualidade de vida, acaba por a perder, pois segundo estudos publicados pela Universidade de São Paulo - universidade do estado em que o trabalhador perde cerca de três horas no trânsito - o trânsito gera indivíduos estressados, impacientes e desmotivados. Dessa forma, é notável os malefícios do atual sistema de transportes brasileiro.

Logo, cabe ao Estado tomar providências. Para isso, o Ministério da Infraestrutura, aliado às secretarias de trânsito estaduais e municipais, deve direcionar verbas governamentais à implementação de linhas metroviárias nos conglomerados urbanos para que o povo possa usufruir de transporte de qualidade e tenha qualidade de vida. Somente assim, a herança rodoviarista e consumista da década de 50 poderá ser superada.