A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/09/2019

O Brasil, atualmente, se encontra entre as dez maiores economias mundiais. Contudo, ainda apresenta problemas de ordem social ao se considerar a mobilidade urbana. No século XX, com o advento da Segunda Guerra Mundial, foi possível perceber uma ocupação veloz e desordenada das cidades brasileiras que iniciavam sua industrialização a fim de suprir as necessidades internas. Desse modo, o fenômeno de êxodo rural ocorrido em meados do século passado deixou marcas na contemporaneidade e trouxe preocupações no que diz respeito à falta de ações governamentais e planejamento.

Em primeira análise, o descaso Estatal com o aprimoramento da infraestrutura urbana mostra-se como um dos desafios à melhoria de sua mobilidade. Isso porque poucos recursos são destinados pelo governo a reestruturação das avenidas, rodovias e a renovação dos meios públicos de transporte – atualmente desconfortáveis e antigos-, já que parte das verbas são desviadas, como foi possível constatar em vários casos de corrupção, como a Operação Lava Jato. Dessa forma, a negligência do Estado em não destinar impostos para a área de transporte gera congestionamento de automóveis e prejudica a vida de milhares de brasileiros.

Além disso, a falta de políticas públicas de urbanização no passado é um cofator da elevada taxa de congestionamentos na atualidade, o brasileiro leva cerca de uma hora para se deslocar até o trabalho segundo o site do G1. Verifica-se que o modo de disposição das construções com pouca distância frontalmente dificulta a expansão das avenidas e de sua fluidez. Apesar disso, vale ressaltar que em países desenvolvidos a qualidade do transporte público é excelente e comum a maioria dos habitantes, diferentemente do que observamos no Brasil, no qual o carro é sinônimo de luxo. Assim sendo, esse pensamento também contribui com a excessiva frota de carros e precisa ser desenraizado.

Portanto, na realidade brasileira é perceptível que precariedade da mobilidade urbana está intimamente ligada à falta de execução das atividades que competem ao governo. Logo, cabe ao Poder Legislativo, por meio de assembleias, revisar e aprovar leis que assegurem a designação de verbas para a área de infraestrutura urbana, em que os transportes sejam eficientes e atrativos com o intuito de conquistar os cidadãos. Destarte, essas intervenções trarão uma significativa queda no tempo gasto no trânsito e elevarão a qualidade de vida de todos.