A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 11/10/2019

Na música do DJ Alok, The Wall, traz em si uma crítica da mobilidade urbana, devido ao surgimento da Revolução Industrial, em meados do século XVIII, mas foi no século XX que a urbanização se fortaleceu devido ao surgimento da automatização mecânica das atividades produtivas no meio rural. Fato que fez com que acontecesse o êxodo rural e aumentasse a metrópole urbana. Contudo, o principal problema observado em um primeiro momento é o privilégio dado aos transportes individuais, e como tudo eclodiu de um modo instantâneo, faltou planejamento urbano. Ato que se reflete até os dias atuais.

Sobretudo, a redução de impostos do Governo Federal para incentivar a compra de carros expande o problema. Logo, dados do AND (Associação Nacional dos Detrans), conta que há um automóvel para cada 4,4 habitantes. De acordo com o Numbeo, site internacional especializado em comparar metrópoles sob diferentes aspectos, há 7 capitais brasileiras entre as cidades com o trânsito mais lento do mundo, em uma lista de 163 metrópoles analisadas. O estopim de veículos nos últimos anos, parte em razão da rápida verticalização dos municípios, que provocam congestionamentos e impedindo o deslocamento fluído nas cidades.

Ademais, a falta de planejamento urbano e arquitetônico intensificou o fluxo de automóveis nas vias de transporte da cidade. Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que quase metade dos motoristas brasileiros (cerca de 43,5%) dizem que enfrentam diariamente congestionamentos no país. Podendo-se destacar, ainda, que a ausência de políticas públicas para a melhoria do transporte público resulta, consequentemente, na procura por um meio de transporte particular. Isso gera um ciclo vicioso, pois, quanto mais carros há nas ruas, mais difícil se torna a implementação de uma mobilidade urbana eficiente, além de que acontece o aumento na emissão de dióxido de carbono.

Dessa maneira, para que se endireite a falta de organização. O poder público, como o DENATRAN, deve trabalhar às vias para priorizar de forma ordenada aos ciclistas e transportes coletivos, e para isso, deve-se criar corredores exclusivos para ônibus e ciclovias no Brasil, tornando-se medida de supra importância. E para isso ser mais útil, fazer campanhas para motivar as pessoas que usem transportes mais sustentáveis. Com o fito de aumentar a mobilidade urbana.