A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 24/09/2019

De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, não são as crises que mudam o mundo e sim como nós reagimos a ela. Em relação a isso, pode-se perceber a inércia do Brasil diante às dificuldades de locomoção nas grandes cidades hodiernamente. Os recordes de engarrafamento mostram que a mobilidade urbana nas cidades não é planejada, causando uma queda na qualidade de vida da população, além de causar prejuízos econômicos.

Em primeira análise, é valido inferir que o trânsito caótico em diversas cidades brasileiras influencia diretamente na vida dos cidadãos. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, ficar dentro de um carro por horas todos os dias podem gerar diversas doenças, como desgastes articulares, surdez e ansiedade acompanhada de stress. Conforme pesquisas realizadas pela OMS, o trânsito retira certa de 40 mil pessoas do mercado de trabalho todos os anos, seja por morte ou afastamento. A partir disso, é imprescindível o investimento governamental visando minimizar o tempo das pessoas no trânsito.

Outrossim, é importante salientar o prejuízo econômico causado pelo atraso de cargas como consequência do trânsito parado. A Organização Brasileira de Logística avaliou que o trânsito de São Paulo, considerado o pior do Brasil pelo grande volume de automóveis, gera um prejuízo de 80 bilhões de reais anualmente. Mesmo sem se movimentar, os motoristas estão em serviço e devem receber pelas horas no trânsito, como também o grande aumento no consumo de combustível. Com isso, faz-se fundamental para um maior desenvolvimento econômico da nação uma boa mobilidade urbana para diminuição de custos.

Portanto, mediante aos fatos supracitados, fica evidente a necessidade de mudanças no trânsito Brasileiro para que ele se desenvolva. As prefeituras das cidades afetadas pelo caos urbano devem priorizar no seus planejamentos a diminuição do fluxo de carros. Por meio de investimentos em transportes coletivos com preços acessíveis e com descontos em horários de pico, como no final do dia, quando as pessoas vão embora do trabalho. Com isso, haverá uma diminuição da quantidades de transportes individuais, descongestionando o trânsito nos horários críticos. Somente assim, o Brasil sairá da inércia e mudará a sua realidade problemática quando se refere à mobilidade urbana.