A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/09/2019

Em um dos quadros do programa “Zorra total”, é retratado, de forma satírica, como o engarrafamento faz parte do cotidiano dos brasileiros ao mostrar que pessoas dentro do ônibus envelheceram e não chegaram no ponto que deviam descer. De fato, o cenário foi exagerado, mas chama atenção para a problemática dos congestionamentos que acomete o país. Nesse sentido, a mobilidade urbana é um tema pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que se faz necessário analisar as causas, consequências e possíveis soluções para essa conjuntura.

A priori, o auge da política rodoviarista aconteceu durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek(JK), o plano de desenvolver o Brasil 50 anos em 5, exigia rapidez e incentivo ao automobilismo, para concretizar suas metas, JK optou pelo modal de transporte rodoviário. Nessa lógica, é válido afirmar que para época, o presidente acertou na decisão para obter o resultado desejado, entretanto a longo prazo esse panorama deveria ser mudado pelos próximos governos. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, existem mais de 43 milhões de automóveis no Brasil. Logo, presume-se que a ideia implementada por JK ainda é sustentada.

Ademais, os estados brasileiros não estão preparados para frotas imensas e isso gera engarrafamento de horas, o que resulta na dificuldade de locomoção urbana. Dentre esses efeitos, em 2017, o estado de São Paulo bateu o recorde três de maior engarrafamento do Brasil, no qual o último foi superior a trezentos quilômetros, de acordo com Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Por certo, a situação caótica de mobilidade urbana no país é um problema grave que atrapalha diariamente o direito de ir e vir dos cidadãos. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos.

Torna-se evidente, portanto, que casos como o mostrado pela Zorra total, não podem mais ser reflexo da sociedade brasileira. Assim, para que casos como o que aconteceu em São Paulo no ano de 2017 não voltem a acontecer, é necessário que o Ministério da Infraestrutura, com ações dos governos estaduais, promova gradualmente a implementação de modais como ferroviário, por meio de verbas governamentais, a fim de amenizar os engarrafamentos no país. Além disso, as prefeituras precisam, por intermédio da melhoria e do aumento de transporte coletivos, fazer as pessoas que usam veículos individuais aderirem aos públicos, visando diminuir o número de carros nas estradas. Enfim, a partir dessas ações, o Brasil irá reparar um erro histórico.