A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/09/2019

No que tange à mobilidade urbana brasileira, é pertinente afirmar que o Brasil, influenciado pelos Anos Dourados, 1950 a 1960, clímax do lançamento do carro “Ford T” e pela campanha do ex - presidente Getúlio Vargas: “O petróleo é nosso”, adotou o modelo rodoviário como dominante. No entanto, enquanto outros países se atualizam tecnologicamente e ambientalmente sobre modais de transporte mais eficientes e seguros, o Brasil conserva o rodoviarismo. Sob tal ótica, é nítido que a permanência de tal postura traz não só complicações ambientais, como também de qualidade de vida dos cidadãos.

A priori, convém ressaltar que o rodoviarismo aumenta exponencialmente as emissões de gás carbônico na atmosfera por meio da queima de combustíveis fósseis. À sombra de tal fato, é indubitável que a vida é posta em risco, haja vista que esse gás implica no progresso do aquecimento global e na morte da vida marinha, ao diminuir o pH dos oceanos. Congruente a esse pensamento, é transparente que o abandono do Estado em promover investimentos em outras alternativas de mobilidade põe em xeque o equilíbrio socioambiental.

Sob outro viés, é importante destacar que, de acordo com pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas, 2018, os brasileiros gastam, em média, mais de quatro horas no trânsito para se deslocar diariamente. À vista disso, a qualidade de vida da população é agredida, haja vista que as horas paradas nos congestionamentos causam estresse, assim como sentimento de vulnerabilidade. Seguindo essa linha de raciocínio, o brasileiro é, majoritariamente, situado em segundo plano pelo governo, apesar de que seus deveres como cidadãos são realizados, como pagamento de impostos, que, teoricamente, seriam utilizados para melhora do bem-estar social.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de mitigar essa agrura. Desse modo, é imprescindível que o Governo Federal, aliado ao Ministério da Infraestrutura, disponha de investimentos sólidos em planejamento urbano e de sinalização das cidades, como, por exemplo, construção e manutenção de ciclo faixas, com o fito de incentivar o uso de transporte sustentável e propiciar aos ciclistas o sentimento de segurança no trânsito e, dessa maneira, reduzir o uso de modais poluentes. Assim, haverá uma desobstrução gradativa dos congestionamentos das grandes cidades e, então, respeito à vida da sociedade brasileira.