A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/10/2019

A década de 1960 se destaca como o período em que a população brasileira urbana supera em números a rural. Este processo é marcado por um crescimento desordenado das cidades, resultando em diversos problemas urbanos. Entre estes desafios está a lenta mobilidade urbana nas grandes cidades, que acontece principalmente, por conta da prioridade que o estado dá aos trasportes unitários, e da má qualidade dos transportes públicos.

Primeiramente, é importante salientar que, segundo a Lei da Mobilidade Urbana, é dever dos municípios, planejar e executar programas que promovam uma mobilidade urbana eficiente a todos os cidadãos. No entanto, a construção de vias expressas nas metrópoles, destinadas apenas ao uso de carros particulares, mostra uma priorização dos municípios na mobilidade dessas população que possui carro próprio. Nesse sentido, o transporte público, especialmente ônibus - que divide as rodovias com veículos de transporte individual - acaba ficando em segundo plano, tendo pouca cobertura da Lei da Mobilidade urbana além da via exclusiva, que ainda não está presente em todo território nacional.

Além disso, é importante lembrar que o transporte público no Brasil não apresenta o mesmo conforto de um carro particular, principalmente no que diz respeito aos bancos e ar condicionados, que fazem falta em regiões de temperaturas mais altas, como o nordeste. Desse modo, as pessoas sem o poder aquisitivo necessário para comprar o próprio automóvel, além de enfrentarem, em média, um longo percurso de seu trabalho/escola até sua residência, ainda são obrigadas a frequentar metrôs e ônibus desconfortáveis. Essa situação se perpetuará enquanto o governo brasileiro não priorizar uma renovação nos transportes públicos, visando um transporte público mais convidativo para a população.

Em suma, são necessárias medidas que visem melhorar a mobilidade urbana, principalmente no que tange ao transporte público. Sendo assim, é dever do Ministério da Infraestrutura promover uma reforma nos ônibus públicos circulantes no país, objetivando um deslocamento mais confortável para os indivíduos que o utilizam, e igualmente seguro. Outrossim, também cabe ao ministério a diversificação dos meios de transporte público em todo o país, expandindo o número linhas ferroviárias urbanas em todo o Brasil, visto que este meio não fica refém de engarrafamentos nas rodovias, pois é subterrâneo. Somente assim, a Lei da Mobilidade Urbana poderá ser cumprida em sua totalidade, garantindo um transporte seguro e mais rápido ao brasileiro.