A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Até 1950, o Brasil era um país com uma população predominantemente rural, porém a partir deste mesmo ano sua face mudou, pois devido a industrialização o processo de urbanização intensificou-se mediante o fluxo de pessoas do campo para a cidade, visando melhoria de vida. Contudo, este processo trouxe consigo infortúnios que se propagaram até os dias atuais, como o inchaço populacional e consequente caos na mobilidade urbana mediante o intenso uso de automóveis, fato que gera limitação do fluxo e poluição ambiental.
A aparição do automóvel deu-se com o advento do fordismo, onde a fabricação era em massa e este tem sido a preferência da população brasileira quando se trata de deslocamento, seja a trabalho ou passeio, porque de acordo com edição da revista Abril, a péssima qualidade dos serviços prestados por empresas de ônibus e a precária infraestrutura desses transportes fazem com que o cidadão opte por veículo particular, agregando as rodovias um extenso congestionamento, bem como sobrecarregamento do espaço. Este cenário acentua-se principalmente nas grandes cidades como por exemplo São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, que possuem mais de 20 mil habitantes, onde a lei federal de mobilidade urbana aprovada com objetivo de corrigir o problema não tem alcançado êxito.
Contudo, este não tem sido o único entrave a ser enfrentado, conforme Newton, para toda ação há uma reação, desta forma o uso intenso de carros proporciona impactos ambientais, como a intensificação do aquecimento global, agravamento do efeito estufa pelo calor e emissão de gases do escapamentos dos veículos podendo levar também a formação de chuvas ácidas que degradam monumentos, bem como a natureza.
Portanto, para que haja uma diminuição das dificuldades enfrentadas é necessário que o governo juntamente com os prefeitos e empresas tomem medidas para que ocorra uma melhora no condicionamento do transporte público, como também permita a criação de ciclovias para que o uso de automóveis possa diminuir, promovendo assim a regressão de emissão de poluentes ao ar e a diminuição dos congestionamentos no trânsito. Desta maneira, a melhoria da mobilidade urbana poderá alcançar progresso na qualidade de vida do cidadão.