A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 06/10/2019

O êxodo rural nas décadas de 1960 a 1980, juntamente com o plano desenvolvimentista do governo JK são eventos históricos que alavancaram significativas mudanças socioespaciais em território brasileiro. Tendo em vista o aumento populacional nos grandes centros urbanos e o desenvolvimento centrado no transporte rodoviário, ambos consequências diretas dos eventos citados, reflete-se nos dias de hoje não somente a dificuldade em perpetuar a ordem no trânsito urbano, mas também uma ausência de meios sustentáveis de mobilidade.

Segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Transito), o Brasil possui em regiões metropolitanas, uma média de 7,6 habitantes por automóvel. Tal número é um indicativo do descontentamento da população com o transporte publico e com a falta de segurança encontrada nas ruas metropolitas. Em virtude da grande quantidade de veículos privados, nota-se constantes problemas de engarrafamento e altos índices de gases poluentes como CO e CH4 que, além de contribuírem para as baixas condições de saúde publica e afetarem o meio ambiente com o aumento do efeito estufa, também  prejudicam atividades econômicas e comerciais ligadas região ao promover uma ineficácia no fluxo transitório de cargas.

A medida que metrópoles estão em exponencial crescimento, faz-se necessário cada vez mais o desenvolvimento de meios alternativos de transporte como forma de auxilio no desenvolvimento sustentável. Países como Japão e França que no passado sofreram com o caos urbano, hoje são exemplos práticos de investimento no combate à superlotação de carros em vias publicas por meio de transportes alternativos e complexos e bem estruturados sistemas de transporte coletivo. Investimento estes que a longo prazo propiciaram a diminuição no estresse populacional, redimensionamento da poluição sonora, diminuição do número de doenças respiratórias e diminuição do numero de filas no transito além entre vários outros benefícios.

Faz-se necessário portanto, que, países como França e Japão sejam tomados como exemplo a fim de diminuir os prejuízos potenciais advindos da falta de mobilidade urbana. O investimento por parte do governo em segurança nas ruas, maior iluminação noturna, desenvolvimento de transportes alternativos ( bicicletas, monotrilhos, teleféricos ), incentivo a engenharia de tráfego, capacitação de profissionais guarda de transito, utilização de bilhete único nos transportes públicos de massa seriam algumas das medidas a serem tomadas a fim de promover uma mudança na mobilidade e no transito das cidades.