A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Mobilidade urbana e qualidade de vida

A mobilidade urbana é definida como a facilidade de deslocamento das pessoas e bens na cidade, com o objetivo de desenvolver atividades econômicas e sociais no perímetro urbano e nas regiões metropolitanas. No entanto, nos últimos anos, o país tem demonstrado deterioração nos serviços públicos de transporte. O direito de ir e vir é prejudicado devido à falta de planejamento e à prioridade que foi dada ao automóvel durante muito tempo. E, assim, as vias públicas não garantem fluidez para os veículos, o que torna a mobilidade um problema para milhões de pessoas diariamente. Logo, a mobilidade urbana é caótica, no Brasil, em razão do descaso do Estado, que torna a qualidade de vida ruim para seus habitantes.

Decerto, o descaso governamental com a mobilidade urbana é uma grande problemática, posto que é desordenada em virtude da falta de prioridade e planejamento para essa questão. Segundo notícia realizada pela Veja, em 2018, apenas 3,8% dos municípios brasileiros possuem planos de transporte. Essa realidade é constatada com os questionamentos frequentes, resultado do grande número de carros em circulação. Além disso, há aumento do preço das tarifas e precariedade dos serviços de transporte público, como o ônibus. Nesse sentido, é notório o descompromisso dos governos com a questão do transporte público.

Ademais, essa dificuldade de locomoção nos espaços urbanos gera transtorno às pessoas, diminuindo a qualidade de vida nas cidades. Esse bem-estar social é afetado pela a estagnação das vias brasileiras, em virtude do grande número de veículos em circulação. Esse número exorbitante de carros é incoerente com a infraestrutura de vias, pois mostra suas falácias em horários de pico, em que muitas pessoas ficam presas no trânsito por horas, impossibilitadas de chegarem ao seu destino. Em vista disso, o stress afetam consideravelmente as pessoas, prejudicando a saúde populacional.       Destarte, é necessário corrigir a atual mobilidade urbana no país, portanto, o governo precisa ser pragmático para essa questão, para haja melhor qualidade de vida dos seus cidadãos. Dessa forma, deve os governos municipais, em parceria com órgãos de transporte público, reorganizar a locomoção das cidades brasileiras, por meio da introdução de trens e metrôs, e por meio de construção ciclovias em lugares estratégicos das cidades. Tal medida deve ser realizada por meio profissionais qualificados, como engenheiros. Além disso, deve implantar pedágio urbano para cobrança de taxas e restringir o tráfego de carros. Assim, é possível diminuir o número de veículos nas ruas, melhorando o nível de satisfação e a saúde de todos.