A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/10/2019
Desde o governo de Juscelino Kubistchek, com seu plano de metas, o Brasil começa a investir na indústria automobilística, elevando assim o número de carros e deixando de lado o investimento em transporte público. No entanto, foi no governo Lula que a venda de carros aumentou significativamente, tendo em vista que entre 2000 a 2010 a frota de veículos aumentou em 179%, segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), aquecendo a economia brasileira, porém causando um problema na mobilidade urbana.
Além disso, outro dado alarmante é que, atualmente, o Brasil já tem 1 carro a cada 4 habitantes, segundo dados do Denatran, causando superlotação de veículos e atrasando a vida da população, como aponta a pesquisa feita pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), na qual o paulistano leva em média 3 horas por dia no trânsito.
Nesse contexto, outra preocupação é o fato que o país não investe em transporte coletivo, tendo em vista que em outras cidades, como Praga, o subsídio público ultrapassa os 70 %, enquanto em São Paulo, o subsidio é de apenas 20%, evidenciando o problema do trafego, pois, com passagens caras, a população opta cada vez mais por carros particulares, ocasionando em trânsitos cada vez mais demorados.
Portanto, é de extrema urgência que o governo junto ao Ministério da Infraestrutura, subsidie o transporte público, além de aumentar a frota de ônibus, fazendo assim um transporte público mais barato e eficiente para a população. Outra medida cabível pelo mesmo Ministério, com o auxílio das prefeituras, seria a instalação de ciclofaixas, além de implementar o sistema de tráfego inteligente, igual utilizado na Dinamarca, que consegue identificar o fluxo, que caso esteja muito grande, mantém o semáforo aberto, diminuindo o trânsito.