A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/10/2019
No filme ‘‘Carros’’, é retratado a circulação dos automóveis em um meio adequado às necessidades e mobilidade dos personagens, a partir da infraestrutura planejada das cidades. Fora da ficção, pode-se observar, no século XXI, a importância da reflexão sobre esse tema. Contudo, no atual contexto brasileiro, a mobilidade urbana apresenta pouca repercussão, o que dificulta a sua discussão. Destarte, é necessário analisar as razões que fazem dessa problemática uma realidade no país.
Nesse contexto, cabe abordar o impacto da mobilidade urbana desqualificada. De acordo com Washington Luís, governar é abrir estradas. Nesse âmbito, é notável que o investimento em transportes de alta qualidade e capacidade é o que auxilia no deslocamento da população. No entanto, o site BBC diz que o Governo Federal anunciou um orçamento para mais de 300 obras de locomoção, e que boa parte dessas medidas estão atrasadas. Essa falta de comprometimento do governo agrava os problemas de mobilidade, como a ineficácia dos transportes coletivos e a dependência exagerada de um automóvel particular, que geram o excesso de veículos e o impedimento do trânsito, causadores do estresse e cansaço das pessoas. Logo, verifica-se como é necessário que as obras públicas voltadas ao deslocamento da população sejam atuadas e fiscalizadas, com o intuito de qualificar a mobilidade urbana dos cidadãos. .
Ademais, outro fator a salientar é a preocupação com a sustentabilidade dos meios de locomoção. Segundo o site TV Brasil, na América Latina, a maior fonte de emissão de gases efeito estufa são os meios de transporte. Nesse sentido, nota-se como a mobilidade está diretamente ligada à poluição atmosférica e se torna um desafio no combate aos problemas ambientais. Porém, o Brasil cria, testa e aplica diversas soluções inovadoras e sustentáveis de mobilidade, por exemplo, tem-se os aplicativos de compartilhamento de bicicletas, que visa oferecer uma forma de locomoção simples, prática e entretida para a população. Nessa perspectiva, percebe-se que a preocupação em amenizar os impactos ambientais afeta de maneira positiva a mobilidade urbana, e impulsiona a discussão sobre as melhores maneiras de inovar os meios de locomoção.
Portanto, diante dos aspectos observados, medidas são necessárias para resolver esse problema. Assim, cabe a Controladoria-Geral da União verificar se os investimentos em obras de locomoção feitos pelo Governo Federal se concretizam, por meio de fiscalizações, com o intuito de manter a mobilidade urbana brasileira qualificada. Outrossim, compete ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a mídia, divulgar os meios de transporte sustentáveis, a partir de propagandas e palestras, com a finalidade de despertar o senso crítico dos cidadãos a respeito da mobilidade urbana sustentável.