A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/10/2019

Durante a década de 50, o presidente da República, Juscelino Kubitschek, implementou a política popular ’’ 50 anos em 5’’, esta garantia o desenvolvimento e a modernização do Brasil daquele período. Naquele contexto, uma das principais práticas do plano de governo foi a supervalorização das rodovias e do automóvel, tornando o segundo o principal meio de transporte e símbolo de  ‘‘status’’. Esse fato, aliado ao crescimento desordenado do país, acarretou a atual conjuntura precária da mobilidade urbana. Assim, mostra-se relevante debater essa problemática, a qual está presente sobretudo nos âmbitos governamental e social.

Em primeiro plano, é evidente a falha do Governo acerca da situação. De acordo com a emenda Constitucional de número 82º - a lei estabelecida assegura ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente-. Nessa perspectiva, é notório as dificuldades das autoridades em promover ações que propiciariam maior qualidade à fluidez do tráfego urbano. Somado a isso, o Brasil apresenta um modelo econômico e uma construção das cidades que favorecem a denominada carrocracia, ou seja, o país possui um número elevado de automóveis e não apresenta outras formas de locomobilidade com qualidade. Exemplificação disso, se encontra na inexistência de ciclovias nos municípios, além do alto valor do transporte público, sem comodidade. Diante disso, o Poder Executivo deve exercer as leis existentes e investir em ações para a flexibilidade citadina.

Além disso, convém associar à cinesia urbana com a poluição ambiental. Conforme postulou, o eminente Hans Jonas, em seu princípio de responsabilidade, o desenvolvimento deve ser feito de forma que não prejudique as gerações futuras. Todavia, a realidade atual, ligada à sociedade de consumo, vai de encontro aos preceitos do Filósofo. Evidentemente, o desejo de adquirir meios de locomoção de aptidão está ligado a má qualidade do trasporte público. Com isso, ocasiona maior número de veículos em circulação e consequentemente prejuízos ao meio ambiente pela liberação de componentes do efeito estufa e da chuva ácida, como por exemplo, o CO2. Desse modo, o engajamento social é imprescindível para reduzir essa problemática.

Com o objetivo de minimizar os empecilhos da mobilidade urbana, medidas carecem ser executas. Portanto, o Poder Executivo necessita aumentar a taxação dos automóveis e reverter o capital para obras de infraestrutura ligadas ao transporte coletivo, como melhorias no transporte público e construção de ciclovias, a fim de promover aos brasileiros condições para sua locomoção, Outrossim, a sociedade deve praticar ações que visam a preservação do meio ambiente, como a aceitação de aplicativos de carona coletiva, com o objetivo de diminuir o número de veículos circulantes e a poluição.