A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/10/2019
A mobilidade urbana é um desafio em várias cidades do mundo. A precariedade dos transportes coletivos e o consequente aumento do número de veículos individuais nas ruas afetam o deslocamento de pessoas e contribuem para o inchaço urbano, que reflete o crescimento desordenado e descontrolado das cidades, advindo principalmente da rápida urbanização no período de desenvolvimento industrial, e a falta de infraestrutura adequada. Ademais, a aglomeração de indivíduos e automóveis traz diversos impactos ambientais, como a poluição sonora e atmosférica, que pode contribuir para formação de ilhas de calor.
Em primeira instância, a matriz de transportes, no Brasil, é extremamente inadequada para cobrir a extensão territorial do país. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, que instituiu o Plano de Metas, houve uma grande aplicação de capital, por parte do governo, no modal rodoviário, e assim, foi inevitável a dependência dele no contexto atual. Ademais, o incentivo às indústrias automobilísticas e a falta de investimento nos transportes públicos através dos anos contribuíram para o crescimento desordenado de veículos nas cidades e enorme poluição do ar, que colabora para a elevação da temperatura local pelo fenômeno climático das ilhas de calor, principalmente nas metrópoles.
É importante ressaltar, também, que a falta de planejamento urbano agrava os problemas ambientais, com a destruição de áreas verdes para construção de rodovias, que muitas vezes não facilitam a locomoção dentro das metrópoles. Além disso, a carência de medidas inclusivas no trânsito, como a instalação de mais rampas e de placas com nomenclatura em Braille, dificulta o deslocamento e o acesso de portadores de necessidades especiais a diversos pontos das cidades, assim como contribui para o aumento da exclusão social dos deficientes.
Em síntese, a infraestrutura precária dos centros urbanos e o elevado número de veículos privados nas ruas fazem com que a mobilidade urbana seja debilitada no país. Dessa maneira, é necessário que o governo busque reduzir o congestionamento nas cidades, por meio do investimento em ciclovias e transportes públicos, a fim de que haja uma diminuição na quantidade de carros nas ruas e na poluição atmosférica proveniente dos diversos veículos que circulam diariamente pelos municípios. Além disso, é preciso que organizações não governamentais promovam, por meio das redes sociais e da televisão, campanhas que incentivem o uso de transportes que não poluam o meio ambiente, como as bicicletas.