A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/10/2019
Consoante à Constituição Federal, todo e qualquer cidadão possui o direito de ir e vir com qualidade e segurança. Todavia, os brasileiros hodiernos não usufruem plenamente desse benefício, já que o individualismo e a precariedade do sistema de transporte público se configuram como obstáculos à mobilidade urbana no país.
A priori, quando Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, afirma que na contemporaneidade emerge a efemeridade das relações, corrobora a noção do individualismo. Nesse sentido, o sociólogo polonês parece traçar um paralelo com a questão da mobilidade urbana no Brasil, visto que, por não querer entrar em contato com outros indivíduos, uma elevada parcela da população evita os transportes comunitários e utiliza carros como meio de locomoção. Com isso, o número de automóveis nas ruas se faz excessivo, o que ocasiona frequentes congestionamentos no tráfego das cidades, de forma a atrapalhar a locomobilidade.
Outrossim, segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mais de 50% dos cidadãos brasileiros classificam os transportes públicos como precários. Devido a isso, muitos indivíduos optam por outros meios de locomoção, como vans, que possuem capacidade de carga inferior aos ônibus e ao metrô. Como resultado dessa problemática, gera-se um maior número de veículos nas avenidas, o que dificulta a mobilidade urbana.
Torna-se evidente, portanto, que medidas que objetivem solucionar esses desafios são necessárias. É primordial que a ocorrência de reformas no sistema de transporte comunitário, pelo governo estadual, que visem melhorar as suas condições, por meio do direcionamento de verbas públicas para esse setor que irão incentivar as pessoas a optarem novamente pelos veículos públicos. Assim, aguarda-se uma sociedade brasileira em que se poderá ir e vir com qualidade e segurança, como assegura a Constituição Federal.