A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/10/2019
A partir de 1950, o processo de urbanização no Brasil se intensificou com a industrialização promovida por Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. No entanto, o desenvolvimento centrado no transporte rodoviário do Governo JK e o crescimento não planejado das cidades confluíram no atual problema de mobilidade urbana, que apresenta consequências sociais, econômicas e ambientais para o país.
Lentidão no trânsito, atrasos, estresse, poluição atmosférica. Muitos são os percalços ocasionados pela falta de mobilidade nas cidades brasileiras. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há uma média de um automóvel para cada quatro habitantes no país, atualmente. Portanto, nota-se uma nítida preferência da população por veículos particulares. Isso é reflexo de um país que investiu no transporte rodoviário em detrimento do transporte ferroviário e de outros modais.
Assim, além de problemas ambientais e sociais, como a poluição atmosférica ocasionada pela emissão de gases veiculares nocivos à saúde humana, a exemplo do monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e de enxofre, o trânsito também gera problemas econômicos. Dentre eles, prejuízos por perda de cargas perecíveis e de prazos comerciais, menor produtividade dos trabalhadores por atrasos ou por adoecerem física e mentalmente devido ao caos do tráfego urbano.
Dessa forma, é urgente que sejam feitos investimentos maciços em transportes coletivos de qualidade. O Ministério da Infraestrutura deve se aliar às prefeituras das cidades para ampliar as frotas de ônibus e as linhas ferroviárias e metroviárias. Além disso, o Ministério da Educação deve incentivar a Ciência e a Tecnologia aplicadas à Engenharia de Tráfico nas Universidades Federais, por meio de premiações para pesquisadores que apresentem soluções inovadoras que possam ser aplicadas a fim de melhorar a mobilidade urbana e consequentemente, o desenvolvimento econômico do país e o bem- estar da população.