A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/10/2019

Durante os anos 50 do século XX, no mandato do presidente Juscelino Kubitschek, o Brasil passou por inúmeras transformações sociais e geográficas. As cidades brasileiras receberam reformas para comportar o crescente número de carros gerados pela forte industrialização da época. Como consequência, inúmeros problemas de mobilidade urbana surgiram, os quais perduram até os dias de hoje, evidenciando a urgência de novas políticas e projetos que alterem essa realidade.

Atualmente, é perceptível no Brasil uma cultura de valorização da aquisição de um automóvel. Afinal, de acordo com o Observatório das Metrópoles entre 2001 e 2011 o número de carros e motocicletas nas 12 principais capitais do país aumentou de 11,5 milhões para 20,5 milhões. Tal crescimento é gerado principalmente pela péssima qualidade dos transportes públicos do país, que não são capazes de suportar a demanda populacional, apresentam poucas variedades e poluem o meio ambiente. A insatisfação com esses meios de locomoção foi tamanha que em 2011 e 2012 atingiu 60%, segundo os dados da IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Além disso, por causa da má gestão governamental, requisitos básicos de segurança de pedestres não são efetivadas, como faixas ou semáforos exclusivos. Ainda mais, o péssimo estado das calçadas e a inexistência de rampas demonstra a total falta de inclusão social sofrida por deficientes físicos em muitas localidades.

Portanto, visando a melhora de vida no ambiente urbano, faz-se necessário que o Governo invista na diversificação de transportes públicos com o objetivo de comportar toda a demanda de cidadãos brasileiros que utilizem tal serviço, dando maior ênfase na ampliação dos meios de locomoção sustentáveis. Também é urgente que órgãos de governos municipais atuem na fiscalização das cidades, promovendo o conserto de calçadas, semáforos e faixas, gerando melhor tráfego e segurança tanto de pedestres quanto de automóveis.