A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 11/10/2019

No Brasil durante o governo de Juscelino Kubitschek, a implantação de indústrias automobilísticas no Brasil fomentou a cultura do carro, a fim de desenvolver o país em 1956. Atualmente, essa cultura ainda se reproduz nas vias urbanas, uma vez que as cidades estão superlotadas por automóveis. Dessa maneira, a falta de planejamento das vias de trânsito bem como a poluição auditiva, visual e ambiental devem ser atenuados, para melhor atender a demanda  populacional sem causar danos a  saúde.

A priori, o direito de ir e vir é garantido pela Constituição do Brasil, nesse sentido o governo tem como obrigação de assegurá-lo também nas ruas. De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (DETRAN), em 2012 o país somou mais de 50 milhões de carros, o que fez as vias para pedestre e ciclistas não receberem atenção para melhorias, tornando a locomoção destes ainda mais perigosa e ineficiente. Analogamente, a falta de acessibilidade para esses indivíduos corrobora com preferência automotiva e consequentemente o aumento da imobilidade nas cidades.

A posteriori,  Mahatma Gandhi diz: “Devemos ser a mudança que queremos ter”. Logo, para viver em um ambiente mais agradável a população deve se conscientizar sobre o uso de meios de transportes não poluentes, como as bicicletas. Dessa forma a poluição auditiva, visual e principalmente ambiental causados pela quantidade exorbitante de automóveis poderão ser amenizados, e a qualidade de vida se tornará melhor, evitando as doenças respiratórias e a poluição do meio ambiente.

Destarte, a partir dos argumentos supracitados, medidas exequíveis devem ser tomadas para melhorar a mobilidade urbana no Brasil. Primeiramente, cabe ao Ministério do Trânsito criar em conjunto ao Plano Diretor das cidades, projetos estratégicos de ciclovias e passarelas, a fim de desestimular o uso dos carros. Cabe também às mídias, informar sobre os danos físicos e ambientais causados pela poluição urbana, através dos jornais televisivos, a fim de conscientizar a população e instigá-los a praticar hábitos mais sustentáveis.