A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/10/2019

A mobilidade urbana se refere as condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. Sabe-se que o plano desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek favoreceu a malha rodoviária e o investimento em indústrias automobilísticas, dessa forma, atualmente questiona-se as dificuldades de locomoção encontradas nas grandes cidades em função do excesso de veículos, o que acarreta problemas de mobilidade urbana e questões ambientais.

A princípio, os transportes coletivos não atendem a demanda, sofrem com superlotação nos horários de pico e na maioria das vezes se encontram em condições precárias.Portanto, o portal “G1” informa através  de uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista, que cerca de 77% dos usuários de transporte público pontuam a superlotação como o maior problema, por isso optam por automóveis particulares sobrecarregando ainda mais as vias urbanas.

Além disso, o fluxo constante de veículos causa graves impactos ambientais, com o aumento da frota  de automóveis consequentemente há um aumento na emissão de gases poluentes como CO2 e SO2 na atmosfera, o que  desencadeia um aumento do efeito estufa e as chamados ilhas de calor. Visto que um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente aponta os automóveis como responsáveis por 72,6% dos gases vilões do aquecimento global, entende-se a necessidade de reverter a situação.

Diante do exposto, conclui-se  que atualmente a  mobilidade urbana no Brasil é um problema a ser resolvido. Assim sendo, cabe aos estados investir na melhoria dos transportes públicos coletivos, aumentando a disponibilidade e a quantidade disponível nos horários de pico,promovendo conforto e eficácia a população, reduzindo assim o fluxo de automóveis particulares a fim de descongestionar as vias. Por outro lado, o Governo  deve promover a criação e fiscalização de ciclovias e em parceria com o Ministério do Meio Ambiente por meio das mídias, propagar informações a respeito da importância da redução da emissão dos gases poluentes para o meio ambiente, incitando as pessoas ao uso das ciclovias e outras formas de locomoção não agressivas ao meio, com o intuito de minimizar os danos causados ao mesmo e a longo prazo acabar com os problemas da mobilidade urbana.