A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/10/2019
De acordo com o princípio da responsabilidade do filósofo contemporâneo Hans Jonas, ser ético é quando o indivíduo realiza uma ação pensando nas demais pessoas, e que a sua atitude deve servir de exemplo para as gerações futuras. Contudo, o cenário visto pela mobilidade urbana no Brasil impede que isso aconteça na prática, devido não só o preconceito de muitas pessoas em usarem o transporte público, como também à falha do governo em garantir um deslocamento seguro e de qualidade para o seu povo. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que a sociedade é fator determinante para o congestionamento nas cidades. Nessa lógica, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o país tem um automóvel para cada quatro habitantes. Por isso, caso a população não reflita sobre a diminuição do uso de carros e o aumento do modal coletivo, é notório que piorará o quadro do deslocamento.
De mesmo modo, destaca-se a dificuldade do Estado em cumprir as leis sobre à cidadania. Nesse sentido, ao contrário do pensamento do filósofo, o governo também colabora com atitudes antiéticas a partir do momento em que não realiza o direito social de inclusão definido pela Constituição Federal de 1988. Portanto, é inaceitável que com a alta cobrança de tributos imposta ao cidadão, ele não possa contar com os seus direitos de locomoção em boas condições.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Infraestrutura, financie reajustes anuais na compra de maior quantidade e qualidade de veículos para a população, por meio da colaboração das empresas privadas de transporte, com o intuito de incentivar os brasileiros a usarem os meios de locomoção público e deixarem os carros mais tempo em casa. Espera-se, com isso, promover a melhora da mobilidade urbana no país.