A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/10/2019
Lentidão. Estresse. Baixa produtividade. Poluição. Essas são palavras que compõem o dia a dia da população brasileira que vive em grandes cidades. Nesse sentido, o simples ato de sair para trabalhar, seja de carro, ônibus ou trem, pode representar uma longa, exaustiva e insegura jornada. Diante desse contexto, deve-se analisar como a negligência do poder público e a baixa qualidade do transporte público influenciam na problemática em questão.
Em primeira análise, a falta de estrutura para transportes coletivos e alternativos, por parte do poder público, mostra-se como um desafio à resolução do problema. Nesse sentido, Zygmunt Bauman afirma que estamos em uma modernidade líquida, onde a sociedade é marcada pelo individualismo e imediatismo. Tal perspectiva pode ser observada no aumento da construção e ampliação de estradas e rodovias, em detrimento a modais coletivos de transporte, como faixa exclusiva para ônibus e trilhos de trens. Consequentemente, o uso de veículos particulares gera, além de mais trânsito, danos a saúde (como estresse) e ao meio ambiente (devido a emissão de gás carbônico).
Além disso, a baixa qualidade aliada a superlotação dos transportes coletivos agrava ainda mais a situação. Segundo o filósofo inglês Thomas More, o bem estar comum deve prevalecer sobre o individual para o bom funcionamento da sociedade. No entanto, podemos observar no País o oposto do que More defende, uma vez que o Estado sucateia o transporte público, desincentivando assim o seu uso. Em decorrência disso, o sonho da maior parte dos usuário de ônibus é comprar um carro para estar seguro, confortável e ter agilidade, piorando assim o cenário da mobilidade urbana.
Torna-se evidente, portanto, que a questão da mobilidade urbana precisa ser revista. Em razão disso, os municípios, através da secretaria de planejamento, devem investir na ampliação da infraestrutura para transportes coletivos e alternativos - tais como ampliação de linhas ferroviárias, faixas exclusivas para ônibus e ciclofaixas - bem como aumentar a qualidade dos serviços já existentes. O objetivo dessas medidas é estimular o uso do transporte coletivo, deixando-o mais seguro e confortável melhorando assim a qualidade de vida dos cidadãos.