A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Caos, lentidão e estresse diversas são os fatores que demostram a profunda crise da mobilidade urbana no Brasil. Essa crise que  surgiu em consequência ao plano de desenvolvimento do governo  de Juscelino Kubitscheck  e perdura até hoje, tem diversas causas e consequências.

Em primeira instância ,é importante pontuar a má qualidade no transporte coletivo como uma das causas do má mobilidade urbana. Isso ocorre, porque o transporte público é sucateado, inseguro e ineficaz em relação a alta demanda populacional das grandes cidades. Além disso, em algumas cidades o transporte público ainda não tem vias exclusivas para ônibus e não possui um percurso bem planejado o que torna o trajeto  demorado. Essa decadência do transporte público  alimenta a necessidade pessoal de transporte individual e como consequência,aumenta o fluxo de automóveis  e piora a mobilidade urbana do país. Um exemplo disso,são dados do portal  G1  os quais afirmam que entre 2002 e 2012 houve um aumento de 12,2% da população brasileira e 138,6% no número de veículos.

Em decorrência disso, surgiram consequências econômicas que afetam no desenvolvimento do país. Dentre tantas produtos, vale destacar   prejuízos por perda de carga, devido a demora de se chegar aos lugares desejados. Além disso, percebe-se também prejuízo na mão de obra ,pois a produtividade dos trabalhadores diminui, substancialmente, devido aos    atrasos e ao cansaço ,problemas causados pelos ônibus lotados e pela má mobilidade em geral. Essa má mobilidade, foi descrita pela escritora Raquel Queiroz  “Era o bonde Engenho de Dentro, ali na Praça Quinze. Vinha cheio, mas como diz, empurrando sempre encaixa.”

Torna-se evidente, portanto, que existe muitos problemas ligados a mobilidade urbana. Assim, cabe ao governo melhorar o transporte público através  da ampliação das frotas e das linhas de ônibus, garantindo o conforto dos usuários. Além disso, é importante que o governo municipal, implemente  faixas de ônibus a fim de diminuir o tempo de deslocamento, proporcionando mais tempo livre ao usuário do transporte público.