A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/10/2019
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve uma expansão política rodoviarista, assim o Brasil passou a valorizar exageradamente os carros. Isso culminou no problema de mobilidade urbana, visto que a locomoção dos indivíduos se torna difícil pelo excesso de veículos. Os principais impasses são a falta de investimento nos transportes coletivos e a exaltação dos carros.
Primeiramente, devemos considerar a precariedade dos transportes coletivos. No país, a malha metroviária é em baixíssimas quantidades e as poucas linhas existentes possuem trens desconfortáveis e antigos. Além disso, os ônibus sofrem com a superlotação, já que poucos veículos são ofertados e a população ultrapassa o número de assentos. E ainda há problemas de segurança, uma vez que as taxas de assaltos a ônibus vêm crescendo nos últimos tempos, segundo a pesquisa realizada pelo Diário do Transporte em 2017.
Por esses motivos, a população acaba optando por veículos individuais. Isso ocorre devido a necessidade de deslocamento e também para o ganho de prestígio social. A noção de luxo que está no imaginário popular vem das ideias do governo JK, implementador da indústria automobilística no Brasil. As consequências disso são observadas nos congestionamentos em horário de pico nas grandes cidades.
Dado o exposto, medidas são necessárias para mudar essa realidade. Para que isso ocorra, as Secretarias de Transportes Metropolitanos devem implementar novas linhas de metrô no território brasileiro, e as empresas de ônibus devem oferecer mais veículos e investir na segurança dos passageiros, com intuito de garantir o bem-estar da população e desincentivar o uso do transporte individual. Dessa forma, o Brasil irá se distanciar de seu passado histórico.