A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/10/2019

No documentário “Perrengue - O desafio da mobilidade urbana em São Paulo” é relatadada a dificuldade enfrentado por quem pretende se locomover pela maior cidade do Brasil. Dentre os problemas informados destacam-se a superlotação dos transportes públicos e a perda de tempo no trânsito. Fora da capital paulista, esse cenário se repete, ainda que em menor intensidade, em várias cidades do país como consequência da falta de preparo dos transportes públicos e em decorrência da falta de planejamento quanto ao aumento de habitantes.

Inicialmente, vale salientar que muitos ônibus e metrôs, princimalmente em horário de pico, apresentam o problema da superlotação. Além disso, o transporte público costuma não receber o devido cuidado dos seus usuários, sendo constantemente deteriorado e sujo pelos mesmos. Dessa forma, os passageiros ficam em pé, sem liberdade de movimentação e tem de sentir um mal odor por um longo trajeto. Isso é prejudicial, uma vez que assim que o cidadão que passa por esse tipo de experiência tem a oportunidade de se locomover de outra forma, como através de carros e motos, ele larga o transporte público, aumentando o trânsito.

Em adição vale ressaltar também que no século XX muitos moradores do campo migraram para as cidades, promovendo, inclusive, a urbanização do país na décade de 70. Além disso, muitas cidades, principalmente as metrópoles, conviveram com a chegada de pessoas que vieram de localidades menores em busca de uma melhor qualidade de vida. Como não houve uma preparação adequada para esse aumento populacional, há um fluxo de veículos muito maior do que o ideal para uma circulação mais rapída de todos, o que promove um elevado gasto de tempo no trânsito.

Sendo assim, é essencial que o Governo Federal invista, através de recursos oriundos dos impostos pagos pelo contribuinte, ação que hoje ocorre de forma obrigatória, na ampliação do número de ônibus e metrôs em cidades que enfrentam o problema da superlotação e na melhoria da qualidade do mesmo, a fim de torná-lo um transporta atrativo e, assim, diminuir o número de pessoas que deixam de usá-lo e passam a se locomover de forma individual aumentando o trânsito. Por fim, é preciso que as escolas conversem com os estudantes sobre a importância do cuidado com o bem público.