A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/10/2019

A má qualidade dos transportes públicos, o aumento demasiado no número de acidentes em rodovias populares e o não investimento em ferrovias reflete diretamente a realidade brasileira no que tange a crescente crise na mobilidade urbana. Assim, se faz necessário analisar com maior primazia essas questões que comprometem a qualidade de vida de muitos cidadãos.

De acordo com estudos mediados pelo Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada, IPEA, cerca de 65% da população metropolitana utiliza diariamente transportes públicos. Porém, por não haver conforto e qualidade nos mesmos, muitos decidem substitui-los por carros particulares. Acarretando em congestionamentos, poluição urbana e por fim, no crescimento dos índices de acidentes nas rodovias brasileiras.

Segundo a CNT, Confederação Nacional dos transportes, em 2018 houveram, aproximadamente, 69 mil acidentes nas rodovias Federais brasileiras. Desses, um pouco mais de 76% ficaram feridos ou perderam suas vidas. Além disso, a contar de 2009 o número de acidentes nos trânsitos deu um salto de 19% por habitantes para 23,4% por habitantes. Registrando o maior percentual de acidentes da América do Sul.

Hodiernamente, ciclistas, pedestres e deficientes físicos padecem com infraestruturas precárias. As calçadas e faixas são descuidadas, favorecendo a expansão dessa crise no âmbito urbano. Dessarte, a prioridade é dada ao automóvel particular, o menos democrático dos meios de transportes e o principal vilão dessa decadência na mobilidade metropolitana.

À luz do exposto, urge pois, que medidas sejam tomadas para corrigir tal problemática. Cabe ao Ministério da Infraestrutura, promover políticas públicas que aprimore os transportes populares, principalmente ônibus que trafegam diariamente pelas rodovias. Ademais, devem investir com principalidade em ferrovias. A fim de reduzir atropelamentos e acidentes em geral, bem como aumentar a capacidade de transportes, uma vez que, os vagões comportam mais pessoas que carros particulares. Outrossim, devem dispor de melhores condições infraestruturais nas ruas, calçadas e ciclovias, com pretensão de haver uma melhor ocupação do espaço público. Dessa forma, definitivamente, o fim da crise na mobilidade urbana deixará de ser uma utopia para o Brasil.