A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/11/2019

Desde os incentivos à expansão da política rodoviarista, promovidos por Juscelino Kubitschek em seu governo, o Brasil passou por uma exacerbada valorização do carro, que culminou na crise da mobilidade urbana. Isso é um problema, uma vez que o excesso de veículos dificulta o fluxo do trânsito, e resulta em engarrafamentos. Nesse sentido, o descrédito financeiro com os transportes públicos, e a poluição ao meio ambiente, tornam-se aspectos relevantes na análise da questão.

Indubitavelmente, a escolha do carro como meio de transporte, se dá, à medida que há um descaso com os sistemas de locomoção pública. Comprova-se tal fato, dado que diariamente, jornais televisivos noticiam a superlotação de ônibus e metrôs que compõem as linhas de perímetro urbano nas cidades. Portanto, evidenciando a insuficiência de investimentos nas malhas metroviárias nacionais, fato que prejudica no cotidiano da sociedade.

Ademais, o grande número de veículos em transição nas estradas, culmina em imensas taxas de emissão de dióxido de carbono na atmosfera. Infelizmente, a promoção desses gases, estimula a maturação de cânceres e doenças respiratórias naqueles que o respiram, além de resultar na degradação da camada de ozônio, a qual é imprescindível para a manutenção da vida humana. Logo, a síntese dessas consequências é nociva à saúde, de modo que medidas se fazem necessárias para a reversão desse quadro social.

Por conseguinte, é possível parafrasear o ativista Mahatma Ghandi em: “o futuro dependerá daquilo que fizemos no presente”. Urge, destarte, que o Governo, aliado ao Ministério da Infraestrutura, promova políticas públicas providenciando a diminuição da crise de mobilidade urbana, por meio de investimentos nos meios de transportes públicos, na criação de ciclofaixas e na pavimentação de novas estradas. E, por fim, visando a manutenção do fluxo de trânsito, e facilitando a vida cotidiana do cidadão brasileiro.