A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/11/2019
Na obra Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, o mundo moderno é caracterizado com um conjunto de aceleradas e fluidas relações sociais. No entanto, quando se observa esse ideal sociológico no Brasil, nota-se que essa ideia é interiormente ligada à realidade do país. Seja pela falta de investimento em transporte público, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
É indubitável que a questão do inato e a sua aplicação esteja entre as causas do problema. Segundo Martin Luther King, toda hora é a hora de se fazer o que é certo. De maneira similar, é possível perceber que a falta de investimento em transporte público rompe esse entendimento. Haja vista, que a insuficiência de investimentos atinge também os transportes públicos, que circulam em estado precário. Dessa forma, a busca pelo conforto e segurança, a população opta por automóvel próprio.
Outrossim, destaca-se a lenta mudança de mentalidade social como mobilizadora desta causa. De acordo com Martin Luther King, não existe algo mais perigoso do que a ignorância humana. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que existem cidadãos com transporte individual sendo usados tanto para suprir a necessidade de deslocamento quanto para munir-se do status advindo de tal compra. Ou seja, aumentando o congestionamentos de forma desnecessária. Assim, transmitindo de geração a geração, agravando esse problema no nosso país.
É evidente, portanto que há dificuldade para construir um mundo melhor. Logo, o Estado deve ampliar a quantidade de linhas de metrô no território brasileiro, por meio de maiores investimentos financeiros e fiscalização de funcionamento que garanta pleno bem-estar da população, com objetivo de facilitar a locomoção urbana. A mídia com seu grande alcance, tem a responsabilidade de conscientizar a população através de campanhas e investimentos de aplicativos de carona de forma segura, para diminuir o fluxo de automóveis nas vias. A Fim, de que não viva a realidade das sombras, como a mitologia da caverna.