A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/12/2019
No plano de metas, Juscelino Kubitschek desenvolveu o sistema rodoviário no Brasil, com grande avanço na industrialização e, com isso, maior influência no mercado automobilístico. Contudo, a sociedade brasileira hodierna presencia as consequências desses acontecimentos: Com o maior uso dos automóveis, somado ao precário sistema público de transporte, torna-se evidente a crise da mobilidade urbana no Brasil.
Em primeiro plano, é de suma importância destacar o papel da Revolução Industrial e do Fordismo em relação ao desenvolvimento automobilístico, que introduziram esse elemento em potências mundiais e, posteriormente, em países emergentes. O uso privatizado de transporte contribui para a maior ocorrência de congestionamentos nas rodovias, além de aumentar a emissão de gases estufa, como o dióxido de carbono, que contribui para as mudanças climáticas(ou aquecimento global), isso pode ser evidenciado por uma pesquisa feita pelo Instituto Potsdam, que afirma que a concentração de carbono na atmosfera atual é a maior nos últimos três milhões de anos.
Por outro lado, a principal razão para muitos brasileiros adotarem o uso do automóvel é a precariedade das políticas públicas no que diz respeito ao transporte, em que a superlotação e estresse estão presentes na maioria das vezes, principalmente em grandes metrópoles. A falta de investimentos, somada à má administração dos mesmos, prejudica diretamente a população, principalmente as camadas populares, visto que muitas redes de transporte cobram altos valores pelas passagens de ônibus, além de não alcançarem algumas zonas da periferia.
Desse modo, o Estado deve, em parceria com o Ministério da Infraestrutura, aumentar as verbas destinadas ao transporte público, além de melhor administrá-las, assim, incentivando a população a utilizar o sistema público de transporte. Além disso, deveriam ser instituídos projetos de aluguel de bicicletas, assim diminuindo a emissão de gases poluentes e o número de congestionamentos no trânsito.