A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 10/02/2020

Com o grande aumento populacional nas cidades brasileiras, o modelo adotado para lidar com a mobilidade urbana foi o motorizado individual. Como resultado disso, originou-se grandes engarrafamentos nos trânsitos, além da falta de acessibilidade urbana para pessoas com a capacidade de locomoção reduzidas. Dessa forma, para amenizar esses problemas se faz necessário a priorização do transporte coletivo sobre o individual e a democratização ao acesso dos diversos tipos de locomoção, incluindo pessoas com deficiência.

A forma egoísta com que o sistema de transporte urbano foi realizado é um dos maiores desafios para obter um sistema mobilidade eficiente para os grandes centros populacionais. De acordo com a pesquisa realizada pela FGV (Fundação Carlos Chagas), a frota de automóveis brasileira cresceu 400% em dez anos, o excesso de veículos contribui para o aumento da lentidão do trânsito nos grandes centros. Além do mais, o precário sistema de transporte público no Brasil gera efeitos na vida dos menos afortunados que necessitam efetuar longos trajetos para trabalhar ou estudar, desperdiçando grande parte do seu dia útil.

Conforme a Constituição federal (CF) vigente no país, a liberdade de locomoção é um direito fundamental de todos. Segundo o Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), cerca de 45,6 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, sendo que mais de 38 milhões residem em áreas urbanas. Que precisam enfrentar todos os dias obstáculos para sua circulação, como calçadas irregulares, falta de rampas e sinalização para os deficientes visuais.

Logo, para realizar ações voltadas para a mobilidade urbana, deve-se atentar para o coletivo e os que precisam de tratamentos especiais de acessibilidade. Assim umas das formas para buscar esses objetivos, é a criação por parte dos governos municipais de faixas exclusivas para deslocamentos dos ônibus, diminuindo assim o tempo desperdiçados pelas pessoas das suas casas para seus afazeres cotidianos. Ademais, deve-se elaborar calçadas conforme as normas de acessibilidade e sinalização em braile e libras, por meio da previsão orçamentária realizadas pelos gestores públicos e convênios com a iniciativa privada, ocasionando desse modo a inclusão das pessoas com deficiência física. Em síntese, com essas medidas deixaria o livre arbítrio de deslocar nos centros urbanos mais democráticos.