A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/02/2020

Na série literária “Harry Potter”, da autora J.K. Rowling, bruxos maiores de idade podem se transportar instantaneamente para um outro lugar através de um procedimento chamado aparatação. Na vida real, a necessidade de se locomover ainda depende de transportes, mas o excesso de automóveis nas ruas traz malefícios à natureza e gera engarrafamentos que inviabilizam a mobilidade nas grandes cidades.

Uma parcela considerável de brasileiros possui automóvel, e pesquisas apontam que cada carro transporta, em média, 1 a 2 pessoas por viagem. Dessa forma, o uso de transporte público seria mais vantajoso, pois diminuiria o número de veículos nas ruas. Contudo, a sua utilização esbarra na condições ofertadas à população.

Várias cidades brasileiras - incluindo capitais - não possuem metrô ou qualquer outra alternativa pública além dos ônibus. Esses, muitas vezes, operam sem sistema de ar condicionado e completamente cheios, embora, em alguns locais, a temperatura ultrapasse 40°C. Além disso, as linhas de ônibus disponíveis nem sempre comunicam de forma efetiva os diferentes pontos da cidade, e as existentes raramente são pontuais.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de mudanças nessa área. Sendo assim, o governo deve investir em outras alternativas de transporte público, como metrô e bondinhos, para desafogar a utilização dos ônibus e, ao mesmo tempo, ofertar novas opções de trajetos. Ademais, faz-se necessária a aquisição de uma nova frota de ônibus com ar condicionado por partes das empresas, principalmente em cidades cujas temperaturas durante o verão sejam extremas. Finalmente, tem de ser ofertado à população um sistema no qual se possa saber exatamente em qual horário o ônibus vai chegar.

Com essas medidas, os transportes públicos devem se tornar mais atrativos à população, aumentando o seu uso e, consequentemente,  diminuindo a presença de carros e de engarrafamentos nas ruas, melhorando a mobilidade urbana.