A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 19/03/2020

Sabe-se que durante o processo de urbanização brasileiro, grande quantia foi investida na construção de rodovias, com o intuito de facilitar a mobilidade urbana no país. No entanto, tal processo não tem um resultado esperado hodiernamente, dificultando a locomoção da população menos abastada. Nesse viés, observa-se o péssimo sistema de transporte público no Brasil como gerador da questão, bem como o inchaço citadino como consequência.

Em primeiro plano, urge ressaltar a precariedade relativa ao sistema público de transporte brasileiro. Nesse sentido, assegurar o direito ao transporte é um dos princípios fundamentais do Estado Nacional Brasileiro, garantido no artigo quinto da Constituição Federal de 1989. Em contrapartida, devido à negligência do poder público, observado na falta de manutenção e péssima infraestrutura, esse direito básico não é exercido pela maioria da população, em especial a de baixo poder aquisitivo.

Analogamente, é imprescindível pontuar a crise de engarrafamentos, especialmente nas grandes cidades, decorrente disso. De acordo com Observatório das Metrópoles, de 2002 a 2012, a população brasileira cresceu cerca de 12%, enquanto o número de veículos expandiu-se em quase 139%, ou seja cada vez mais a população brasileira busca por transportes individuais. Tal aumento resulta no inchaço urbano de veículos, nos grandes engarrafamentos e em possíveis acidentes.

Diante dos fatos supracitados, faz-se míster a aplicação de medidas a fim de minimizar os problemas relativos à mobilidade urbana no Brasil. Portanto, as prefeituras municipais devem fazer melhorias nos transportes públicos, por meio de investimentos em sua manutenção e aumento da quantidade, com a finalidade de amenizar a necessidade da população de optar por veículos individuais, fato que diminuirá o congestionamento nas cidades. Dessarte, a urbanização brasileira não será um empecilho no funcionamento das cidades.