A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/04/2020

Movimento constante

Exaltação da tecnologia e dos motores como libertação de um passado retrógrado. Eis a ideia central da vanguarda futurista, que buscava, por meio de suas obras, consolidar o avanço moderno. Entretanto, esse desenvolvimento tecnológico difundido no início do século XX trouxe consigo inúmeras consequências, dentre elas, o intenso tráfego urbano, que acarretou um grande problema na mobilidade urbana. Diante de tais perspectivas, é imperioso que se analise fatores sociais e históricos, visando a melhor compreensão acerca desse tema.

Sabe-se que o transporte público brasileiro apresenta incontáveis problemas, como a superlotação, a falta de segurança, as altas tarifas e , ainda, a não abrangência a todas as áreas urbanas. Nesse sentido, a preferência por carros ou táxis é inevitável, o que corrobora a acentuada circulação de automóveis nas grandes cidades. Sob esse prisma, o cidadão brasileiro perde horas consideráveis no trânsito - segundo pesquisa feita pelo jornal O Globo, o tempo gasto equivale a trinta e dois dias do ano. Assim, o prejuízo à qualidade de vida é incontável e indica, principalmente, o despreparo das malhas urbanas em abranger o elevado número de automóveis que circulam nas cidades brasileiras.

Ademais, a árdua industrialização ocorrida no Brasil no século XX resultou no grande êxodo rural e inchaço nos municípios urbanizados, o que gerou o crescimento desordenados desses e, por consequência, o excesso de veículos circulantes nas ruas. Não obstante, as prefeituras, ainda hoje, negligenciam políticas públicas para conter a grande demanda de carros, políticas essas que só se encontram em algumas cidades específicas. Dessa forma, a maior parte das cidades com elevado número de habitantes sofre com a questão da mobilidade urbana e o ir e vir dos cidadãos se torna um imenso desafio diário, tendo em vista a precariedade do tráfego urbano.

Pode-se perceber, portanto, que a mobilidade urbana brasileira no presente século ainda se faz ineficaz e é um problema existente em grande parte dos municípios. Desse modo, é imprescindível que as prefeituras elaborem políticas, divulgadas nos setores midiáticos, que incentivem o uso do transporte público. Para isso, deve haver a disponibilização de um maior número de conduções e restrição ao uso do carro particular, oferecendo preços mais acessíveis, a fim de fomentar o uso dos coletivos e atenuar o trânsito no meio urbano. Além disso, os prefeitos e vereadores devem, ainda, elaborar leis que coloquem em prática a rotação de veículos, para, assim, o ir e vir da população brasileira ser possível sem os empecilhos cotidianos.