A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/04/2020

A Revolução Industrial, que teve início na Inglaterra no século XVIII, alcançou o mundo todo e causou inúmeras mudanças no cenário global. Há de se considerar que no Brasil, esse movimento gerou intensa atividade industrial, resultando no chamado êxodo rural (movimento de migração das áreas rurais aos centros urbanos, em busca de melhores condições de vida). Por conseguinte, o país sofre, desde então, com uma superpopulação nas grandes cidades, como São Paulo, gerando impacto na mobilidade urbana, apresentando congestionamento constante, além de afetar drasticamente o  meio ambiente.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer que com  o crescente aumento populacional nas cidades, as mesmas se expandem, resultando em uma maior distância entre os locais. Nesse cenário, as pessoas têm a necessidade de se locomover e considerando a facilidade de comprar um veículo (através de empréstimos, por exemplo), além da segurança e agilidade que ele oferece, as mesmas optam por esse meio de transporte. Além disso, a infraestrutura que as prefeituras oferecem pela mobilidade urbana  é, muitas vezes, falha e/ou ineficiente, com preços nas passagens de ônibus e metrô que não correspondem a condição de todos e com poucas ciclofaixas. Sendo assim, as avenidas passam a ter,  cada vez mais, milhares de veículos tentando circular, causando intenso congestionamento.

Concomitantemente, graças ao aumento de veículos nas cidades brasileiras e consequentes engarrafamentos, ocorre uma maior liberação de dióxido de carbono. Consoante à terceira lei de Isaac Newton, importante cientista que entrou, principalmente, para a história da física, que diz “Toda ação gera uma reação”, caracteriza esse cenário. Uma vez que há maior circulação de veículos, ocorrerá maior liberação de CO2 -gás poluente e que intensifica o aquecimento global- como reação, o meio ambiente sofre drásticas consequências, como o derretimento das calotas polares e aumento das temperaturas ao redor do globo terrestre, resultando na perda da biodiversidade.

Dado o exposto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, cabe às prefeituras locais a criação de ciclofaixas e o empréstimo de bicicletas, a fim de estimular as pessoas a optarem por esse meio de transporte, que é benéfico para a saúde, além de diminuir a quantidade de veículos nas ruas e avenidas e consequente emissão de CO2. Ademais, é necessário maior investimento do governo nas vias BRT e nas linhas de metrô, para desviar o trânsito para outras áreas e estimular o transporte coletivo.