A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 24/04/2020

A mobilidade urbana acompanha o processo de globalização? Num contexto histórico pode-se citar o governo Juscelino Kubitscheck que tinha como plano de ação “cinquenta anos em cinco” o plano consistia em trazer o desenvolvimento para o Brasil voltado principalmente ao setor de transportes. Como consequência ocorreu uma valorização dos meios de transporte principalmente o carro devido a esse avanço iniciou-se os problemas da mobilidade urbana, uma vez que o excesso de veículos impede a fácil locomoção dos indivíduos. Atualmente, dois pontos interferem nessa questão o aumento nas tarifas dos transportes públicos e o trânsito caótico das grandes metrópoles. A mobilidade urbana é um problema que ocorre com frequência no território brasileiro e vale a pena ser discutido.

A princípio vale-se ressaltar o aumento das tarifas de transporte público, em 2013 várias cidades do Brasil presenciaram protestos contra tarifas altas e pela baixa qualidade de serviços causada pela falta de investimento (ar condicionado e elevadores para deficientes físicos), em mais de 11 capitais as ruas ficaram cheias de pessoas reivindicando seus direitos. De acordo com a pesquisa apresentada em 2015 pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) 25% da população utiliza ônibus diariamente para diversas atividades, porém esse número vem caindo em levantamento feito pela NTU (Associação Nacional de empresas de Transportes Urbanos) mostram que a quantidade de pessoas caiu 9,5% em 2017 em comparação a 2016, ou seja, esse acréscimo tarifário não acompanha o aumento salarial colocando o orçamento do individuo em risco, além disso, não há melhorias do serviço prestado.

Posteriormente outro ponto de grande impacto é o trânsito caótico que atingi principalmente as grandes metrópoles, segundo o DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano de 2013 o Brasil tinha um automóvel para cada 4 habitantes, a região sudeste liderava em 1° lugar a porcentagem de carros com 25%, o que causava um excesso de automóveis nas rodovias, além disso, contribuindo para o aumento do tempo dos trajetos, brigas de trânsito, estresse físico e emocional. Dado essa problemática, algumas cidades optaram por rodízio de veículos como é o caso de São Paulo, causando a diminuição de tráfego em certos horários, outro ponto positivo é usar a tecnologia para minimizar a situação, assim surge aplicativos como UBER, Blablacar e 99 Táxi realizando transportes rápidos e acessíveis.

Portanto, a mobilidade urbana necessita de soluções efetivas. O Ministério da Cidade deve ampliar as políticas de subsídio à habitação e transporte urbano, além disso, criar mecanismos que promovam o debate e a conscientização da população em todas as suas vertentes (escola, trânsito e auto escolas) e melhoria das infraestruturas já existentes (rodovias, ciclovias e demais meio de transporte).