A mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/05/2020
A influência da mobilidade urbana na sociedade.
Com o mandato do ex presidente Juscelino Kubitschek, na década de 50, houve um grande investimento no transporte rodoviário devido à vinda das empresas automobilísticas no Brasil. Atualmente, as rodovias abrangem a maior parte das redes móveis no país, sendo assim os principais meios locomotivos. No entanto, apesar da importância do transporte rodoviário para a população, a atual configuração do meio urbano está sobrecarregada de veículos, o que gera um transtorno à sociedade a partir da agravação dos engarrafamentos e da poluição. Dessa forma, torna-se necessária uma conscientização a respeito da mobilidade urbana no Brasil.
Em primeiro lugar, entre as principais causas do excessivo congestionamento nos grandes centros, está a má infraestrutura do transporte público. Em um levantamento realizado pela Instituto de Pequisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2011, 55% da população disse estar descontente com o serviço oferecido pelo Estado. Além disso, os diversos modais de transporte, tais como ferrovias e hidrovias, são pouco usuais e possuem pouca interligação com o meio rodoviário, assim, este torna-se o principal meio de movimentação, o que dificulta ainda mais o fluxo de automóveis nas vias. Em decorrência disso, as redes de locomoção ficam sobrecarregadas o que leva a um retrocesso na movimentação urbana do país.
Em segundo lugar, é importante destacar que a péssima situação do trânsito, no atual cenário brasileiro, relaciona-se profundamente com a poluição gerada a partir da queima dos combustíveis fósseis. Segundo dados do inventário sobre Emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), a queima de combustíveis fósseis oriundas de veículos corresponde a cerca de 41,7% na Região Metropolitana de Campinas. Concomitante a isso, o ciclo diário de engarrafamentos torna-se prejudicial essencialmente à classe trabalhadora, que na jornada de trabalho faz um percurso desgastante e duradouro, devido ao excesso de veículos nas rodovias.
Tendo em vista a problemática advinda dos congestionamentos urbanos, é de suma importância o Estado investir, por meio de ações governamentais, no transporte público e integrar os modais como por exemplo o ferroviário para que se reduza o movimento de automóveis nas estradas. Ademais, o mesmo deve ampliar a rede de ciclovias para mais cidades e divulgar campanhas estimulando o uso da bicicleta a fim de reduzir a poluição. Somente assim, os engarrafamentos serão minimizados, como resultado suas consequências também e uma boa mobilidade urbana para a população poderá ser desfrutada.