A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/05/2020

No Governo de Juscelino Kubitschek a indústria automobilística foi expandida, logo criou-se uma cultura, em que o carro é sinônimo de “status” social. Com efeito, nota-se crescente número de automóveis nas ultimas décadas, que junto a um crescimento desorganizado das metrópoles trouxe mazelas urbanas, tanto na mobilidade quanto na qualidade de vida do cidadão, problema agravado na contemporaneidade.Esse cenário antagônico é fruto tanto do esquecimento por parte do Governo em medidas que priorizem transportes alternativos, quanto da sociedade civil que optam por transportes motorizados.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. De maneira análoga é indubitável negar que o Governo está em condição duvidosa, visto que o seu papel no funcionamento urbano não tem sido efetivo.Entretanto medidas como rodízio de placas, investimento em transportes alternativos e outros, têm sido implantados em grandes cidades, em contrapartida serviços de transporte público primário se encontram em estado crítico como exemplo, metrôs e ônibus, meios de locomoção mais usufruído pela massa. Logo a falta do mesmo estimula os indivíduos à aquisição de carros para a locomoção urbana.Desta forma é pertinente que seja empenhado esforços do setor público por ter seu dever maior garantir contentamento social. De acordo com Zygmunt, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI.Sob essa ótica o papel do cidadão deve emergir no âmbito desse debate sobre mobilidade urbana, e não deve cair no esquecimento, visto-que tem grande importância graças ao poder de protesto por melhores condições de transporte, e garantir que o estado cumpra seu papel social. Não obstante, a comunidade tem feito esforços para se contrapor a essa problemática governamental, como o uso de meios de locomoção não motorizados, transportes alternativos, uso de caronas e adaptação maior dos rodizios. Porém se não houver uma maior conscientização pode retardar a resolução do empecilho, já que o contribui para a perpetuação do mesmo, logo afeta o todo, e não somente quem deixa de praticar esses meios alternos. Destarte, é mister a união entre o campo governamental e a sociedade, afim de mostrar a essencialidade de investimentos no setor urbano, com foco na mobilidade do mesmo. O Ministério do Transporte e os poderes devem agir em conjunto para assim propor medidas, projetos e leis com o intuito de facilitar a tramitação do mesmo, ademais que haja uma efetividade de transformações nítidas, e que tais recursos não fiquem apenas no papel. Enfim, a partir dessas ações, será possível minimizar as dificuldades encontradas no espaço urbano do Brasil