A mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/06/2020

A Constituição Federal, instituída em 1988, garante ao indivíduo a possibilidade de andar e frequentar espaços públicos de uso comum quando desejarem. Contudo, embora a população possua o direito de ir e vir, nos dias atuais, existem obstáculos para garantir essa condição, como a má qualidade da locomoção comunitária no Brasil e a falta de planejamentos arquitetônicos das cidades. Logo, medidas são necessárias para reverter essa problemática.

Primeiramente, é importante ressaltar que a estrutura ineficaz do transporte público colabora para a crise da locomobilidade. À vista disso, para o físico alemão Albert Einstein, as dificuldades são fontes valiosas que garantem saúde e força para qualquer sociedade. Entretanto, contrapondo esse pensamento, atualmente, a insuficiência das linhas de condução ocasiona impactos sociais. Tal situação, somada à falta de acessibilidade vigente nesses mecanismos, promovem o colapso da mobilidade urbana, visto que incentivam o uso desmoderado do transporte individual. Assim, as cidades passam a ser construídas de modo a favorecer os automóveis e não os pedestres e, dado isso, inviabilizam a garantia de um sistema de deslocação mais eficiente.

Ademais, vale destacar que a falta de projetos urbanos é uma das principais causas da péssima mobilidade brasileira. Nesse sentido, a industrialização brasileira, ocorrida a partir do século XIX, foi responsável pela urbanização do país, uma vez que provou a intensificação do êxodo rural. Desse mesmo modo, o desnível populacional ocasiona a incapacidade da locomoção de inúmeros moradores em diversos locais. Isso se deve em razão da administração ineficiente da planificação urbana, posto que, na maioria das vezes, essa organização acarreta a aglomeração de obras e instalações. Dessa maneira, as cidades passam a adquirir complicações para exercer a locomobilidade em sua extensão e, por isso, dificultam a conectividade dos indivíduos com o meio onde vivem.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são essenciais para reverter tal quadro. Posto isso, compete ao Ministério da Infraestrutura promover a melhoria dos transportes públicos, a partir de investimentos direcionados para a reestruturação e implementação dos inúmeros modais alternativos. Dessa forma, será possível otimizar todo tipo de locomoção e, assim, proporcionará o dinamismo e a inclusão social desses maquinismos. Além disso, cabe ao Ministério das Cidades, em conjunto com especialistas, organizar as suas extensões, por meio da viabilização do plano de compactação urbana. Sendo assim, será plausível ocorrer a desaglomeração de construções e, então, ocasionará a livre deslocação de pedestres e condutores. Feito isso, haverá o fim dos empecilhos que impossibilitam o direito de ir e vir.